O fundamento de um exército são seus valores morais, afirma Bispo castrense da Polônia
Polônia – Varsóvia (Quarta-feira, 06-02-2019, Gaudium Press) Por ocasião do centenário do estabelecimento do Bispado do Exército Polonês na pessoa de Dom Stanislaw Galla, primeiro Bispo castrense do país, o atual Bispo do Exército Polonês, Dom Józef Guzdek, descreveu a importância da missão dos capelães militares no país. “Os capelães passaram por uma difícil prova nos momentos mais difíceis para a Polônia e lhes asseguro que se surgisse a necessidade agora, não nos deixariam decepcionados”, expressou o prelado.
“Com a nomeação do primeiro Bispo, os pais da independência deram um claro sinal de que o fundamento de um exército forte são os valores morais. Sim, a força da espada é importante, mas a força do espírito é ainda mais importante”, destacou Dom Guzdek em uma entrevista concedida a KAI. O serviço dos capelães foi de grande importância para os mais vulneráveis do conflito e a religião católica foi um dos principais fatores unificadores do exército. Para o prelado, o Bispado “passou rapidamente a prova de fidelidade à Pátria, à serviço dos soldados”.
Este serviço permanece útil e oportuno também em tempos de paz, explicou o Bispo castrense. “Apesar das circunstâncias em mudança e o passar do tempo, uma coisa permanece sem mudança: a tarefa do capelão é acompanhar ao soldado”, recordou o prelado. “Ao proclamar a palavra de Deus, trata de moldar sua consciência para que não possa perder as qualidades de um homem bom, sensível e nobre enquanto mantêm a coragem e a valentia no campo de batalha”.
Dom Guzdek recordou que os militares frequentemente enfrentam muitas questões morais e existenciais, devem lutar contra sua própria debilidade e pecado e está exposto às feridas psicológicas, além de enfrentar riscos de ruptura familiar pelas particulares exigências de seu trabalho. “Os soldados apreciam o ministério de capelães que conhecem as realidades do serviço militar e estiveram com eles em lugares de conflito armado”, indicou o Bispo. “Tenho em mente a um soldado que pediu uma confissão em seu leito de morte, mas ele fez uma condição: deveria ser um capelão que tivesse tido missões e conhecido as realidades do serviço”.
A missão dos capelães militares não contradiz a busca do diálogo e a paz por parte da Igreja, que comunica o chamado do Evangelho ao perdão e à caridade. “O serviço pela paz e a fraternidade pertence à essência dos valores evangélicos”, recordou Dom Guzdek. “O pacifismo extremo é alheio ao espírito do Evangelho. Vale a pena recordá-lo”, indicou o prelado, que recordou que “há situações em que o cristão está obrigado a tomar as armas e defender valores maiores”.
“Pelo futuro do Ordinariato Militar, peço uma oração pelas novas vocações sacerdotais para este ministério único. Necessitamos clérigos que não careçam de qualidades como a coragem, a valentia, a prudência, assim como a força física e espiritual para superar as dificuldades”, concluiu o prelado. (EPC)





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