Gaudium news > Repressão do governo é “moralmente inaceitável”, diz Igreja na Venezuela

Repressão do governo é “moralmente inaceitável”, diz Igreja na Venezuela

Caracas – Venezuela (Terça-feira, 05-02-2019, Gaudium Press) A Conferência Episcopal Venezuelana, a Confederação de Religiosos e Religiosas da Venezuela (CONVER) e o Conselho Nacional de Leigos denunciam uma “dolorosa situação de injustiça e sofrimento”.

Em um comunicado conjunto divulgado em entrevista coletiva de Imprensa, estes setores oficiais da estrutura da Igreja afirmam:

Repressão do governo é ?moralmente inaceitável?, diz Igreja na Venezuela.jpg

“É moralmente inaceitável a crescente repressão por motivos políticos, a violação dos Direitos Humanos e as detenções arbitrárias e seletivas”, realizadas pelo atual governo venezuelano.

Os organismos da Igreja Católica sugerem um “caminho de transição para um processo eleitoral”, que decorra de forma pacífica com os instrumentos presentes na Constituição, para evitar “maior sofrimento e dor para o povo”.

Pode-se ler no comunicado que “Como cidadãos e servidores das comunidades, exigimos aos organismos de segurança do Estado que não continuem a reprimir os seus irmãos venezuelanos e assumam a sua verdadeira responsabilidade de proteger o povo”.

Reconhecimento do Governo interino

Portugal reconheceu a legitimidade de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela com a missão de organizar eleições presidenciais “livres e justas”, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Santos Silva anunciou também que vai participar na primeira reunião ministerial do “Grupo de Contato” constituído pela União Europeia, que integra países europeus e latino-americanos, na capital do Uruguai.

Carta ao Papa

Nicolás Maduro, que no início de janeiro tomou posse da presidência do país com o intuito de exercer um novo mandato presidencial, disse na segunda-feira que escreveu ao Papa Francisco pedindo a sua ajuda e mediação na crise da Venezuela.
A informação de Maduro foi anunciada durante uma entrevista ao canal de televisão italiano SkyTG24.

Francisco tem recusado apoiar qualquer das partes na atual crise política. O Papa considera que tal atitude sua seria “uma imprudência pastoral” e “causaria dano”. (JSG)

 

Deixe seu comentário

Notícias Relacionadas