JMJ Panamá-2019: Guerra, Pobreza, Política impedem jovens sírios de ir ao Panamá
Damasco – Síria (Quarta-feira, 23-01-2019, Gaudium Press) A JMJ Panamá-2019, que foi aberta ontem e que a partir de hoje terá a presença do Papa Francisco não terá nenhum participante sírio.
A informação é do arcebispo de Damasco, Dom Samir Nassar para a AsiaNews.
Os motivos
O arcebispo enumerou algumas causas da ausência dos sírios. Entre elas estão a guerra, a pobreza, os custos e dificuldades burocráticas.
Dom Samir explicou que:
“A maioria dos jovens sírios” fugiu do país ou se escondeu para fugir do serviço militar. Um recrutamento que “dura muito tempo e normalmente equivale a morte em uma guerra que dura sete anos”.
O prelado maronita afirma ainda:
“Os jovens que estão disponíveis, ativos, na maioria dos casos não gostariam de fazer outra coisa senão ir embora.”
Mas, existem também as dificuldades de natureza política:
“Todos os consulados deixaram o país em 2012. Além disso, a Igreja tem dificuldade em organizar grupos de peregrios porque há também o risco de que alguns vão e, depois, não queiram voltar mais para a Síria.”
Realidade difícil, dura…
Os jovens, homens ou mulheres, vivem diariamente uma realidade que continua difícil, com perdas familiares, falta de recursos imediatos e de perspectivas futuras. Não há trabalho.
Os jovens, disse o prelado maronita, passam continuamente por “um sentimento de abandono, de ter sido relegado deixado de lado: “Pelo menos 85 nações do mundo participaram de algum modo na destruição do país”.
Continua o Arcebispo com sua explicação:
“Especialmente entre os jovens, o desejo de ir embora é forte”. “Um monte de sonhos desfeitos e, acrescenta Dom Nassar, um visto para um país onde a situação é mais calmas surge como uma âncora de salvação, como uma fonte de esperança.”
“Mini JMJ”, Igreja e esperança na Síria
A Síria não quer ser apenas guerra e destruição. A Igreja local busca, com todos os meios disponíveis, ser uma parte ativa da sociedade e trabalhar dentro de uma reconstrução e desenvolvimento econômico, social e pastoral.
O arcebispo disse que a Comissão Episcopal para os Leigos e Família está organizando uma “mini JMJ” para compensar a ausência de jovens sírios no Panamá.
A “mini JMJ” está marcada para sexta-feira, 8 de março, e a idéia é fazer de Damasco um eco do evento do Panamá. ”
Uma ocasião para “relançar o objetivo da paz” no contexto dos eventos da “Semana da unidade da Síria”. (JSG)





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