“A morte não desfaz os laços de amor”, afirma Papa durante Missa em sufrágios de Cardeais e Bispos
Na Basílica de São Pedro, o Pontífice destacou a esperança da vida eterna e a força da Comunhão dos Santos ao recordar os 143 prelados falecidos.
Cidade do Vaticano (03/11/2026 10:25, Gaudium Press) Na manhã desta quinta-feira, 05 de novembro, o Papa Leão XIV presidiu a Santa Missa em sufrágio dos 143 Cardeais e Bispos falecidos ao longo do último ano. Esta Celebração Eucarística, realizada no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi um momento de oração e memória por aqueles que dedicaram suas vidas ao serviço da Igreja.
O Santo Padre refletiu sobre o caminho do seguimento de Cristo, que conduz à glória através da Cruz. Um percurso marcado pelas provações e pelos sofrimentos, mas sustentado pela esperança da vida eterna. “Ao longo desse percurso, no qual não somos poupados das provações e dos sofrimentos, somos guiados e sustentados por uma promessa: a de uma comunhão sobre a qual a morte não tem poder”, afirmou.
Uma promessa sustentada pela esperança da vida eterna
Evocando as palavras de Santa Mônica, que, pouco antes de morrer, pediu a seus filhos que se lembrassem dela diante do altar do Senhor, Leão XIV ressaltou o valor espiritual da memória e a piedosa prática da Igreja que, desde os seus primórdios, reza pelos falecidos. “Recordar os nossos irmãos falecidos diante do altar do Senhor se fundamenta na promessa de que a nossa vida, em Cristo, não se perde, porque foi redimida”, frisou.
Leão XIV afirmou que “rezar em sufrágio dos falecidos significa celebrar a vida! Antes de tudo, a vida ressuscitada de Cristo Senhor e, por sua graça, a nossa, que nele ressuscita”, e que a memória dos que partiram não deve se limitar à saudade, mas permanecer iluminada pela Fé. “Não permitamos, portanto, que a recordação dos falecidos se reduza a uma mera nostalgia: na Fé, meditemos sem medo sobre o mistério da morte, porque o Senhor está vivo, nos espera e já preparou um lugar para nós na casa de seu Pai”.
A força da oração e o mistério da Comunhão dos Santos
O Papa também aprofundou o significado da Comunhão dos Santos, recordando que a Igreja é um mistério de comunhão entre Cristo e todos os seus membros. Uma união que permanece para além da morte e que se manifesta também na oração, pois, segundo o Pontífice, quando rezamos pelos falecidos, não o fazemos apenas por eles, mas também com eles.
“Em Cristo, a morte não desfaz os laços, mas os transfigura numa nova dimensão, que só pode ser compreendida no mistério do seu amor, doado até o fim na Cruz e derramado após a vitória pascal”. Por fim, o Pontífice exortou os fiéis a conservar e cultivar essa comunhão, alimentada pela Eucaristia, para que, ao chegar a hora da própria morte, também possam receber as orações dos irmãos que ainda peregrinam na terra e participar, com todos os Santos, da alegria da pátria celeste. (EPC)








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