Exorcista indica como cristianizar Halloween ou Véspera de Todos os Santos
Como as famílias católicas podem recuperar o sentido original da festa. É necessário falar da santidade como nosso caminho de vida e destino final, apresentar a vida de alguns santos às crianças e alertar sobre os perigos da magia, das trevas e do pecado.
Redação (29/10/2026 12:32, Gaudium Press) Embora a palavra “Halloween” venha do inglês All Hallows’ Eve (Véspera de Todos os Santos), a celebração atual, na prática, pouco tem a ver com a fé católica. Transformou-se, em grande medida, numa festa comercial e de tom pagão, centrada em bruxas, fantasmas e elementos de terror. Ainda assim, a Igreja convida os fiéis a recuperarem o sentido religioso original dessas datas.
É o que propõe o padre Eduardo Hayen Cuarón, exorcista da Diocese de Ciudad Juárez (México), na fronteira com os Estados Unidos. Em entrevista à EWTN News Español, ele reconheceu que “cristianizar o Halloween, em meio a um ambiente tão comercial, representa um desafio para as famílias católicas praticantes”. Mesmo assim, ofereceu cinco recomendações práticas para que pais e filhos aproveitem o 31 de outubro, o 1º e o 2 de novembro como oportunidade de transmissão da fé e preparação para as solenidades de Todos os Santos e dos Fiéis Defuntos.
1. Recuperar o sentido original e cristão do Halloween
O sacerdote convida a abandonar a associação exclusiva com a “noite das bruxas” e a lembrar o verdadeiro significado: All Hallows’ Eve, a véspera de Todos os Santos. Esses três dias são uma excelente ocasião para catequese sobre a santidade a que todos somos chamados, o Céu como destino para o qual Deus nos criou e o caminho que devemos evitar (o inferno).
“É uma boa oportunidade para falar dos novíssimos, ou seja, do que há depois da morte: juízo, Céu, inferno e purgatório”, afirmou o padre Hayen Cuarón. Também é momento de conversar sobre como podemos ser santos e de rezar pelos nossos defuntos.
2. Ajudar as crianças a desejarem “ir para o Céu com Jesus”
É importante dialogar com os menores sobre as consequências espirituais do esoterismo e das práticas ocultistas. O padre orienta os pais a explicar que existem atitudes contrárias à virtude da religião, muitas vezes exaltadas na versão pagã do Halloween por meio de personagens malignos.
Mais do que simplesmente proibir, o foco deve ser a reflexão: ajudar as crianças a rejeitar o mundo das trevas e a despertar em suas almas o desejo de ir para o Céu com Jesus.
3. Preferir fantasias de santos ou super-heróis
Sair pedindo doces e se fantasiar continua sendo muito atrativo para os pequenos. Por isso, o sacerdote sugere cristianizar essa tradição: evitar fantasias que exaltam figuras sombrias e malignas, preferindo santos, anjos ou, na falta deles, super-heróis e personagens de desenhos.
Além disso, ele propõe recuperar o antigo costume medieval em que crianças e pobres visitavam as casas, rezavam pelos falecidos e recebiam os soul cakes[1] (bolinhos ou biscoitos marcados com uma cruz). “Parece-me evangelizador e também divertido”, comentou.
4. Abóboras com símbolos cristãos
A tradicional atividade de esculpir abóboras também pode se transformar em momento de convivência familiar, criatividade e catequese. Em vez de rostos assustadores, o padre incentiva a esculpir símbolos cristãos: uma cruz, um coração, uma pomba, um peixe, entre outros.
Colocar uma vela acesa dentro da abóbora ajuda a lembrar que “Cristo é a luz do mundo que brilha nas trevas” e que somos chamados a ter a luz de Jesus em nossas almas para levá-la aos irmãos.
5. A santidade como “meta de vida”
Por fim, o padre Hayen Cuarón reforça que o Halloween não deve ofuscar as celebrações litúrgicas de 1º e 2 de novembro. É necessário falar da santidade como nosso caminho de vida e destino final, apresentar a vida de alguns santos às crianças e alertar sobre os perigos da magia, das trevas e do pecado.
Assim, em vez de simplesmente se render à versão comercial e secularizada da festa, as famílias católicas podem dar o real significado desses dias. Com criatividade, oração e catequese, o 31 de outubro pode voltar a ser verdadeiramente a Véspera de Todos os Santos — uma preparação alegre e profunda para celebrar os que já estão no Céu e rezar pelos que ainda caminham em direção a ele.
Com informações EWTN News Espanhol
[1] “bolo da alma”. Ao receber um Soul Cake, a pessoa oferecia uma oração pela alma daquele que já havia partido desse mundo.






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