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Com festa e bênçãos, Santuário Frei Galvão encerra novena e festa do primeiro santo nascido no Brasil

Programação deste domingo (25) reuniu devotos em Guaratinguetá (SP) com celebrações, Procissão Luminosa, shows e oficinas.

Dia da festa de Frei Galvao

Redação (26/10/2026 10:29, Gaudium Press) A Igreja celebrou neste domingo, 25 de outubro, a festa litúrgica de São Frei Galvão, em um dia de fé, bênçãos e alegria do amanhecer à noite. O Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), terra natal do santo, encerrou a novena e a festa de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil, com uma programação iniciada às 6h, que reuniu devotos da cidade, do Vale do Paraíba e de diversas regiões do país.

Ao longo do dia, os fiéis participaram de celebrações eucarísticas, da Missa Solene, da tradicional Procissão Luminosa, de oficinas no Museu de Arte Sacra e de apresentações musicais. Inspirada no tema “Vai e Reconstrói! Com Frei Galvão, edificando Vidas e Moradas”, a festa uniu o chamado que São Francisco de Assis recebeu diante do crucifixo de São Damião à trajetória do frade franciscano que dedicou a vida a reconstruir pessoas pela fé e pela caridade e que ergueu, com as próprias mãos, o Mosteiro da Luz, em São Paulo.

 Missa Solene

O ponto alto do dia foi a Missa Solene das 10h, presidida por Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida, e concelebrada por Dom Frei Luiz Flávio Cappio, pelo reitor do Santuário, Frei Diego Melo, pelo Padre Renan Rangel dos Santos Pereira e por Frei Leandro Costa.

Dom Mário recordou que esteve presente na beatificação de Frei Galvão, em Roma, há exatos 28 anos. “Jamais imaginei que um dia estaria neste santuário como arcebispo de Aparecida. Foi uma semente que Deus, por meio de Frei Galvão, plantou em minha vida”, disse. E deixou um convite aos devotos: “Frei Galvão é o primeiro santo nascido no Brasil, mas não deve ser o único. Que cada um de nós se coloque a caminho para ser mais um santo desta região”.

Na homilia, o arcebispo retomou os nove verbos que conduziram os dias da novena: confiar, testemunhar, dignificar, desapegar, servir, responsabilizar, transformar, discernir e frutificar. “Todos os nove verbos convergem para o verbo amar. De nada adianta confiar, servir e frutificar sem amor. Sem ele, nada se sustenta”, afirmou.

Lembrando a vocação de construtor do santo, Dom Mário pediu que Frei Galvão ajude os fiéis a se edificarem com os tijolos do Evangelho, e destacou o cuidado com os mais necessitados: “Se queremos ser uma Igreja levada a sério, devemos amar os pobres e fazer o bem aos migrantes, às viúvas, aos que não têm moradia digna nem condições de vida”.

 Um dia inteiro de celebração

As missas se sucederam ao longo do dia, presididas por Frei Valdir Laurentino (6h), Frei Roberto Ishara (8h), Dom Frei Luiz Flávio Cappio (12h), Frei Leandro Costa (15h) e Frei Diego Melo (19h). Às 18h, a Procissão Luminosa percorreu as ruas do entorno do Santuário, levando a devoção ao primeiro santo brasileiro para além dos muros da igreja.

A alegria da festa também ganhou voz na música, com apresentações de Flora, do Grupo Ir ao Povo e da dupla Talis e Welinton, que encerrou a programação à noite.

No Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS), as oficinas que acompanharam toda a festa tiveram horários especiais. O público pôde colorir imagens inspiradas na arte sacra, criar o próprio estandarte com símbolos de suas memórias e afetos e confeccionar pulseiras inspiradas em Frei Galvão, em atividades que aproximaram fé, cultura popular e a transmissão de saberes entre gerações. 

Missa de encerramento

Coube ao reitor do Santuário, Frei Diego Melo, presidir a celebração das 19h, que encerrou a novena e a Festa de Frei Galvão 2026. Na homilia, ele partiu das mudanças que os romeiros têm notado no Santuário, como o novo altar e as obras de ampliação, para propor uma pergunta à comunidade: o que, de fato, está sendo construído ali? “Antes de reconstruir as paredes deste santuário, Frei Galvão está nos ajudando a reconstruir os nossos corações e as nossas vidas”, afirmou.

Frei Diego lembrou que o santo foi frade, sacerdote, missionário e construtor, mas, antes de tudo, um homem de Deus. “As mãos que erguiam o corpo de Cristo no altar foram as mesmas que assentaram pedras e levantaram paredes, com fé e suor”, disse.

Segundo o reitor, a maior obra em curso é a reconstrução da fé. Ele destacou a igreja lotada aos domingos, as filas para a confissão, as cerca de 800 crianças que participam das missas a cada semana e os mais de 700 voluntários que atuam nas pastorais e ministérios. “Isso é mais do que estatística. Isso se chama sentimento de pertença”, ressaltou. Frei Diego também citou a devoção que ultrapassa fronteiras, com as pílulas de Frei Galvão já traduzidas para o espanhol e o inglês, e em tradução para o polonês.

Entre as obras materiais, mencionou a reforma da igreja, o novo órgão, o estacionamento, a sala das promessas, o cinerário inaugurado em 3 de outubro, o projeto social que atende mais de 130 famílias e a Rádio Frei Galvão, que completa um ano. “O melhor monumento que podemos construir para Frei Galvão não é feito de pedra. É uma comunidade que aprendeu a amar a Deus e tornou concreto esse amor no cuidado com o próximo”, declarou.

Ao final, o reitor lembrou que, a partir desta segunda-feira (26), as estruturas da festa começam a ser desmontadas, mas a missão continua. “Hoje encerramos a festa, mas não encerramos a missão. Terminam os dias de festa, mas continua a obra que o Senhor deseja construir em cada um de nós”, concluiu.

 Rumo aos 20 anos da canonização

Encerradas as celebrações de 2026, o Santuário Frei Galvão já se prepara para um marco histórico: em 2027, a Igreja no Brasil celebra os 20 anos da canonização do primeiro santo brasileiro.

Por Tatiane Carvalho

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