Câncer do Papa não se espalhou e não exigirá tratamento adicional, assegura Santa Sé
Boletim médico garante que câncer de Leão XIV foi contido e não exige novo tratamento; Pontífice já retomou suas funções no Vaticano.
Cidade do Vaticano (21/10/2026 16:32, Gaudium Press) A Sala de Imprensa da Santa Sé emitiu um comunicado nesta quarta-feira, 21 de outubro, assinado pelo doutor Luigi Carbone e pelo professor Stefano Margaritora, respectivamente médico pessoal do Papa Leão XIV e cirurgião que o operou há oito dias no Hospital Gemelli.
Não será necessária nenhuma terapia adicional
A mensagem afirma que “na data de hoje, foram divulgados os resultados definitivos dos exames histológicos e das análises de biologia molecular no material coletado durante a cirurgia do Santo Padre”. Esses resultados “confirmaram que se tratava de um adenocarcinoma pulmonar e que a doença estava localizada”. Além disso, os médicos garantiram que “uma avaliação oncológica posterior confirmou que não é necessária nenhuma terapia adicional”.
O pontífice de 71 anos havia prometido no domingo que retomaria gradualmente suas funções à frente da Igreja. Mais cedo, o Pontífice realizou sua primeira Audiência Geral após a cirurgia. Ao chegar à Praça São Pedro, no Vaticano, ele foi ovacionado por milhares de fiéis que o esperavam. “A primeira coisa que quero dizer a vocês é obrigado pelo apoio e pelas orações”, afirmou Leão XIV.
Papa encontra-se em condições clínicas satisfatórias
Recentemente, em entrevista ao Vatican News, o professor Stefano Margaritora assegurou que “no momento da alta hospitalar, o Papa Leão XIV encontrava-se em condições clínicas absolutamente satisfatórias. Seus exames de sangue estavam completamente normais, assim como sua função cardíaca. A reexpansão do pulmão após a cirurgia está progredindo conforme o esperado”.
Ele revelou ainda estar muito satisfeito com o resultado da cirurgia e com a recuperação pós-operatória, pois o Papa dedicou-se de corpo e alma. “Nossa assistência a ele foi mínima, pois sua vontade de ter uma recuperação muito rápida é muito eficaz em todos os aspectos: foi realmente louvável”, concluiu. (EPC)





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