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Espanha: ativistas pró-aborto invadem paróquia em Barcelona

Um grupo de aproximadamente 30 a 40 ativistas pró-aborto — a maioria mulheres jovens que se haviam infiltrado entre o público — se levantou gritando palavras de ordem.

Foto: Corriente Social Cristiana

Foto: Corriente Social Cristiana

Redação (21/09/2026 12:12, Gaudium Press) No dia 17 de setembro, a paróquia de Santa María de Montalegre, no bairro do Raval, em Barcelona, sediou um encontro intitulado “E depois do aborto, o que?”. Organizado pela Corriente Social Cristiana, pela Entitats per la Vida e pela Plataforma per la Família Catalunya-ONU, o evento reunia testemunhos de mulheres (e um homem) que passaram pela experiência do aborto e desejavam relatar, em primeira pessoa, suas consequências e as alternativas que encontraram depois.

O objetivo declarado era dar voz ao que os organizadores chamam de “realidade silenciada” do aborto: relatos de arrependimento, sofrimento emocional e caminhos de superação. Cerca de cem pessoas lotavam o salão paroquial da igreja quando, por volta das 19h30, o clima mudou drasticamente.

Um grupo de aproximadamente 30 a 40 ativistas pró-aborto — a maioria mulheres jovens que se haviam infiltrado entre o público — se levantou gritando palavras de ordem. Slogans como “aborto livre e gratuito”, “viva a luta feminista” e “fora rosários dos nossos ovários” ecoaram no local. Elas desdobraram uma faixa exigindo “abortos seguros e gratuitos”, ocuparam o espaço próximo à mesa dos palestrantes, tomaram o microfone, impedindo o andamento normal do ato. Por sua vez, muitos fiéis e participantes do evento, assim que se recuperaram da surpresa, responderam em coro: “Vocês são fascistas e se dizem feministas”.

Segundo relatos da organização, houve empurrões, mas a intenção aparente era provocar uma reação violenta dos presentes para depois acusá-los de agressão. Os organizadores pediram calma repetidas vezes. A interrupção durou cerca de 25 a 30 minutos, até a chegada da polícia catalã, que expulsaram as manifestantes. Depois disso, o evento pôde prosseguir e os testemunhos foram finalmente apresentados. No entanto, a transmissão ao vivo foi prejudicada: a câmera foi desmontada ou danificada, e muitas pessoas que acompanhavam pela internet não conseguiram seguir o que acontecia.

A Corriente Social Cristiana emitiu um comunicado criticando o episódio. A associação denunciou a tentativa de silenciar mulheres que queriam contar suas próprias histórias e apontou uma contradição: quem se apresenta como defensora dos direitos das mulheres impediu que outras mulheres expressassem livremente suas experiências. O texto alerta contra o que considera comportamentos totalitários e defende que o debate sobre o aborto deve ocorrer dentro dos limites democráticos, sem o uso da força para calar opiniões divergentes.

O ato não foi isolado. Ele marca o início de uma ofensiva pró-vida na Catalunha. A partir de 25 de setembro (semana anterior à cúpula internacional pró-aborto), as mesmas entidades planejam uma campanha de cartazes em Barcelona — cerca de mil em formato grande em espaços de publicidade livre. A iniciativa pretende apresentar testemunhos, argumentos e propostas de forma pacífica e pública, exatamente nas vésperas de um grande evento da FIAPAC (Federação Internacional de Profissionais de Aborto e Contracepção).

A 16ª Conferência da FIAPAC está marcada para 2 e 3 de outubro, em Barcelona (com um fórum prévio em 1º de outubro). O encontro reúne profissionais de saúde, pesquisadores e ativistas para discutir temas como “contracepção”, acesso ampliado ao aborto (incluindo após as 24 semanas em certos contextos).

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