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Santa Regina de Alésia

Hoje, 7 de setembro, a Igreja celebra Santa Regina (ou Sainte Reine em francês), virgem e mártir, conhecida como Santa Regina de Alésia (atual Alise-Sainte-Reine, na Borgonha, França).

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Redação (07/09/2026 10:01, Gaudium Press) Segundo a tradição hagiográfica, Regina nasceu por volta de meados do século III (algumas fontes mencionam cerca de 236-238) na região de Alésia ou nas proximidades. Sua mãe morreu ao dar à luz. O pai, chamado Clemente, era um pagão influente. Ele a entregou a uma ama de leite cristã, que a batizou e educou na fé. Regina cresceu na piedade, meditando sobre a vida dos santos e dedicando-se à oração. Trabalhava como pastora de ovelhas, o que lhe permitia passar tempo sozinha com Deus. Consagrou sua virgindade a Cristo.

Sendo uma jovem especialmente bela (com cerca de 15 ou 16 anos), o prefeito ou procônsul Olybrius (Olibrio ou Olimbrio) a viu enquanto pastoreava e ficou obcecado por ela. Quis tomá-la como esposa. Ao descobrir sua origem nobre, insistiu ainda mais. Regina recusou firmemente: já havia entregue sua vida e virgindade a Cristo e não renunciaria à sua fé. Seu próprio pai, seduzido pela fortuna e pelo prestígio do prefeito, tentou convencê-la, mas ela resistiu também às pressões dele.

Por sua recusa, foi presa (com a acusação de ser cristã), trancada no fundo de um porão escuro e úmido no castelo de Grignon, perto de Flavigny-sur-Ozerain. Em seguida, colocaram uma grossa corrente que lhe cingia a cintura, cujas extremidades foram firmemente fixadas às paredes da cela; o comprimento da corrente foi calculado com precisão para que a jovem não pudesse nem se sentar nem dar um único passo.

Olybrius mandou açoitá-la e submetê-la a cruéis tormentos: flagelação, dilaceramentos com pentes de ferro, queimaduras com tochas ou placas de ferro em brasa e, segundo algumas versões das atas, imersão em água fervente. Regina permanecia serena, cantava hinos a Cristo e exortava os presentes a se converterem.

Enquanto estava no calabouço, teve uma visão consoladora: uma cruz luminosa elevando-se aos céus e, no topo, uma pequena pomba branca batendo as asas. Ela sabe que é sua alma, prestes a ser libertada para sempre.

No dia seguinte, o prefeito ordenou novas torturas e finalmente a decapitação. Segundo as atas tradicionais, Regina foi executada no dia 7 de setembro do ano 251. No momento da execução, apareceu uma pomba branca elevando-se em direção ao céu. Muitos dos presentes se converteram (alguns relatos mencionam centenas de conversões).

Cristãos recolheram os restos mortais da santa menina e os sepultaram piedosamente, colocando as pesadas correntes da masmorra ao seu lado. E séculos se passaram, trazendo guerras, invasões e ruínas. Com o tempo, a localização do túmulo de Regina se perdeu. Em 864, monges beneditinos se estabeleceram em Grignon e desejaram reavivar a veneração da pequena Santa Reine. Eles oraram a Deus por um milagre. Após jejuarem por três dias, partiram em procissão para o local onde a tradição indicava estar o túmulo da jovem santa. E enquanto cantavam salmos, uma pomba branca pousou em um arbusto.

O abade cavou a terra naquele local. Logo surgiu um antigo túmulo. Abriu-se o caixão e descobriu-se o corpo de uma criança envolto por uma grossa corrente; e, embora seis séculos tivessem se passado, belos cabelos dourados podiam ser vistos no fundo do caixão.

Os restos mortais da santa estão guardados na igreja paroquial de Flavigny; a corrente também foi preservada.

Logo se atribuíram milagres à sua intercessão. Sobre seu túmulo foi construída uma basílica.

No ano 864 (ou por volta de 866), diante das incursões normandas, as relíquias foram transferidas para a abadia de Flavigny-sur-Ozerain (Borgonha), onde se conservam (incluindo as correntes com que foi amarrada). Lá se desenvolveu um importante centro de peregrinação. A vila de Alise-Sainte-Reine leva seu nome e todos os anos, especialmente em agosto ou em torno de sua festa, se representa o “Mistério de Sainte Reine”, uma das tradições teatrais religiosas mais antigas da França (documentada desde o século IX).

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