Paróquia polonesa utiliza orações como forma de cobrar estacionamento
Em vez de utilizarem a moeda local, motoristas pagam o tempo de vaga com orações que vão de um Pai Nosso ao Santo Rosário.
Poznań – Polônia (04/09/2026 10:15, Gaudium Press) A Paróquia católica de São Martinho e São Vicente, em Skórzewo, vila localizada na cidade de Poznań, no oeste da Polônia, encontrou um jeito criativo de incentivar a oração. A taxa para o estacionamento paroquial, aberto tanto a católicos quanto a não católicos, é cobrada através da recitação de diferentes orações, dependendo do tempo de permanência no local.
Uma desculpa criativa para rezar
A ideia surgiu após os administradores do estacionamento paroquial perceberem que ele é frequentemente utilizado por pessoas de fora da comunidade. Diante da alta demanda pelas melhores vagas, eles decidiram cobrar os preços indicados em placas instaladas na entrada do estacionamento. Uma delas explica: “Não é primeiro de abril! Estacione e reze”.
Diante dos preços incomuns, motoristas ficaram surpresos. Em vez de utilizar a moeda local (zlotys), os condutores são convidados a recitar uma rápida oração, que pode ser “por outros motoristas ou pela segurança na estrada”. O Padre Kaczmarek afirmou que “crentes e não crentes estacionam aqui, mas também aqueles que nem sequer frequentam a Igreja. Talvez isso lhes dê uma desculpa para rezar por nós, por si mesmos ou por outros motoristas”.
Sem multas, apenas a própria consciência
Os preços variam: uma hora custa um Pai Nosso; duas horas correspondem a um Pai Nosso e uma Ave Maria; até quatro horas, a Ladainha da Bem-Aventurada Virgem Maria pelas intenções da paróquia; a taxa cobrada pela diária é a recitação do Santo Rosário por todos os usuários da via pública, incluindo pedestres. O estacionamento é gratuito para quem participa da Santa Missa ou reza na paróquia.
Acreditando que alguns motoristas talvez não queiram pagar a taxa estabelecida, os Padres Vicentinos advertem que a Paróquia não aplica nenhum tipo de multa. Uma placa deixa claro que isso fica para a consciência dos motoristas e que “a consciência está ativa 24 horas por dia”. (EPC)






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