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Imagem de Nossa Senhora não caiu durante o terremoto na Colômbia

Em meio à devastação material, a imagem da Virgen de las Mercedes que permaneceu de pé em Concordia se tornou um farol de fé. Para muitos, ela representa a proteção divina mesmo nas horas mais sombrias.

imagem colombia

Redação (12/08/2026 10:24, Gaudium Press) O terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o oeste da Colômbia na manhã de segunda-feira, 10 de agosto de 2026, já figura entre os mais graves da história recente do país andino. Com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento do Chocó (região do Pacífico), o abalo ocorreu por volta das 7h34 (horário local), a uma profundidade de cerca de 100 a 110 quilômetros. Durou entre 90 segundos e dois minutos e foi sentido em grande parte do território colombiano, além de áreas do Panamá, Venezuela e Equador.

Até esta quarta-feira (12), o número de mortos já superava as 200 vítimas — com balanços regionais apontando cifras próximas ou acima de 240 —, além de milhares de feridos e dezenas de desaparecidos. Cidades como Cali, Pereira e Manizales registraram os maiores danos: centenas de edifícios colapsaram ou ficaram severamente comprometidos, milhares de casas foram afetadas, escolas e centros de saúde sofreram danos, e o governo decretou estado de emergência nacional e luto oficial. O Serviço Geológico Colombiano classificou o sismo como o mais forte registrado no país na última década.

Em meio à dor coletiva e às operações de resgate que ainda buscam sobreviventes sob os escombros, um vídeo começou a circular intensamente nas redes sociais e se transformou em um símbolo de esperança e de proteção divina para muitos colombianos. Trata-se das imagens da Virgen de las Mercedes (Nossa Senhora das Mercês), localizada no alto do frontispício da paróquia de Concordia, no sudoeste do departamento de Antioquia.

Durante o forte tremor, a imagem — de túnica azul e manto branco — balançava de forma intensa, de trás para frente, ameaçando cair de uma altura considerável. No entanto, contra todas as expectativas, ela permaneceu de pé. O registro em vídeo, feito enquanto o templo era sacudido, se espalhou rapidamente e hoje é um dos ícones dessa tragédia em um país profundamente mariano, onde a devoção à Virgem Maria oferece alívio e consolo em momentos de sofrimento.

A paróquia de Nuestra Señora de las Mercedes é o principal templo de Concordia. A imagem da padroeira — esculpida em madeira, segundo registros históricos locais — ocupa posição de destaque na fachada e é objeto de grande veneração. As festas patronais em sua honra, celebradas em setembro, reúnem a comunidade em procissões e celebrações. A Virgen de las Mercedes é, aliás, padroeira de diversos municípios colombianos e está associada, em outras regiões, à proteção dos cativos e dos mais necessitados.

O momento em que a imagem resiste ao tremor tem sido interpretado por fiéis como um sinal de intercessão e proteção divina. Em um país de forte tradição católica e mariana, cenas como essa frequentemente ganham significado espiritual em tempos de crise. Vídeos e comentários nas redes reforçam pedidos de oração pelas vítimas, pelos sobreviventes e pelas famílias enlutadas, enquanto equipes de resgate continuam o trabalho árduo nas zonas mais afetadas.

Réplicas de menor intensidade seguem sendo registradas, e as autoridades mantêm o monitoramento sísmico. A Colômbia, localizada na zona de interação das placas tectônicas de Nazca, Caribe e Sul-Americana, está entre os países da América Latina com maior atividade sísmica.

Em meio à devastação material, a imagem da Virgen de las Mercedes que não caiu em Concordia se tornou um farol de fé. Para muitos, ela representa a proteção divina mesmo nas horas mais sombrias.

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