“Deus entra em nossas vidas pela gentileza”, destaca Cardeal Makrickas na festa de Nossa Senhora das Neves
Celebração na Basílica Papal de Santa Maria Maior registrou o milagre da neve e ressaltou que a misericórdia divina continua a cobrir as feridas humanas de esperança.
Roma – Itália (06/08/2026 10:39, Gaudium Press ) Na manhã da última quarta-feira, 5 de agosto, o Cardeal Arcipreste Rolandas Makrickas presidiu uma Santa Missa na Basílica de Santa Maria Maior, por ocasião da Dedicação desta Basílica Papal ligada a Nossa Senhora das Neves. Durante esta celebração litúrgica, o purpurado fez um convite aos fiéis para que fossem morada de Deus.
O milagre do Monte Esquilino e o sinal da graça
Em sua homilia, ele registrou que no dia 5 de agosto do ano de 538, de acordo com a tradição, “caiu uma neve no Monte Esquilino, em pleno verão romano, diminuindo ao Papa Libério e ao patrício João o local onde seria construída a primeira igreja dedicada à Mãe do Senhor”. Foi Nossa Senhora que, aparecendo aos dois em sonho, solícita a construção de uma igreja em sua honra, em um local milagrosamente indicado por ela.
Este milagre é registrado todos os anos através de uma chuva de especial de rosas brancas caindo do alto, representando uma tradicional neve milagrosa. O Cardeal Makrickas ressaltou que “não é simplesmente uma reconstituição histórica ou folclórica. Essas ocorrências caindo lentamente do teto parecem nos dizer que a graça de Deus continua caindo silenciosamente sobre o mundo”.
O significado espiritual da chuva de esperança
“A neve, branca e inesperada no coração do verão romano, torna-se o símbolo da generosidade do amor divino, que surpreende a humanidade e torna fértil o que parecia árido”, afirmou. Ele também garantiu que “a misericórdia de Deus, por meio de Maria, deseja cobrir nossas feridas de esperança, purificar nossos corações e renovar a vida da Igreja”. Em seguida, tratou sobre o profundo significado espiritual das esperanças de rosa.
Falando da forma como elas caem delicadamente, o Cardeal disse que dessa forma, elas nos lembram “que Deus entra em nossas vidas não pela força, mas pela gentileza; não se impondo, mas se oferecendo”. E destaca que este é o “estilo de Maria, a mulher do silêncio e da humildade, por meio de quem Deus fez ‘grandes coisas’ por toda a humanidade”.
A gratuidade do amor e da ternura divina
Em seguida, o purpurado indicou que “a verdadeira ‘neve’ que somos chamados a esperar todos os dias é uma chuva silenciosa de graça que transforma nossos corações e que cada Eucaristia, neste sentido, é uma nova neve de verão; cada ato de misericórdia é uma pétala que cai do céu; cada gesto de perdão torna presente aquela nova Jerusalém mencionada no Apocalipse, na qual Deus habita definitivamente com o seu povo”.
Citando o Papa Leão XIV, que recentemente ensinou que “Deus se regulariza em sua ternura”, o Arcipreste sublinhou que “a neve de agosto e a atração de rosa tornar visível a ternura divina, que continua a pintada-se no caminho da Igreja e sobre toda a família humana. Porque as especificações, que caem sobre, sem distinção, são uma imagem do amor, não escolhem, não abandonam, não deixam de lado”.
Caminhar sob o olhar materno de Maria
Por fim, o Cardeal Makrickas frisou que as tradições cultivadas na Basílica de Santa Maria Maior e a devoção ao antigo ícone da Salus Populi Romani nos oferece diversos ensinamentos, entre os quais estão: “que não caminhamos sozinhos: caminhamos com Maria” e “que a força da Igreja não vem da eficiência de suas estruturas, mas da entrega confiante à graça do Senhor”.
Concluindo sua reflexão, o purpurado afirmou que todos nós “somos chamados a nos tornar ‘morada de Deus’”. Em seguida encorajou os fiéis a pedirem a Deus para serem pedras vivas da Igreja de Cristo; a proteger o Santo Padre Leão XIV e seu ministério como Sucessor de Pedro; e a construir juntos uma Igreja capaz de sempre colocar Cristo no centro, caminhar a cada dia sob o olhar materno de Maria”. (EPC)








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