Ângelus: o Reino de Deus chama todos a uma profunda renovação
Todos, independentemente de sua condição social, profissão ou origem, são convidados a descobrir a beleza do Reino de Deus e a renovar sua vida.

Foto: Vatican Media
Redação (26/07/2026 10:54, Gaudium Press) No Ângelus deste domingo, 26 de julho, proferido na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, o Papa Leão XIV refletiu sobre as parábolas do tesouro escondido e da pérola preciosa, presentes no Evangelho do dia (Mt 13,44-52). Diante dos fiéis reunidos em sua residência de verão, o Pontífice convidou todos a redescobrirem o valor incomparável do Reino de Deus.
Segundo o Papa, quem encontra esse tesouro tem uma grande surpresa “a tal ponto que vender ou deixar tudo já não aparece como uma renúncia, mas sim como um ganho”. O chamado de Jesus para segui-Lo é irresistível: livre, sim, mas urgente e capaz de gerar uma resposta imediata, movida pelo desejo. “O encontro com o Seu Reino é uma reviravolta que não restringe, mas alarga a vida. Se algo tem agora de mudar, é para trazer mais possibilidades, não menos”, destacou.
Um apelo universal
Leão XIV observou que Jesus utiliza personagens muito diferentes em suas parábolas: um agricultor, um comerciante, pescadores, um escriba, uma mulher que amassa o pão, um rei, pastores e administradores. Essa diversidade mostra o caráter universal do chamado de Deus.
“O Reino de Deus, em suma, revela a sua beleza inestimável de diversas formas, mas chama todos – homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos – a uma profunda renovação. Todos podem compreendê-lo e são atraídos por ele”, afirmou o Santo Padre.
A Igreja, comunhão em torno de Cristo
O Pontífice lembrou ainda que a Igreja é formada por pessoas de origens, culturas e responsabilidades diferentes, mas unidas pela mesma fé em Jesus Cristo, “o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede que recolhe os dispersos”. Desde o início, Jesus reuniu pessoas que, de outra forma, nunca teriam se encontrado.
“Precisamente assim demonstrou que Deus não faz distinção de pessoas e que a sua eleição é predileção, especialmente por quem é pequeno e rejeitado”, ressaltou.
Pedir a sabedoria para reconhecer o que realmente importa
Inspirando-se no rei Salomão, o Papa exortou os fiéis a pedirem o dom da sabedoria para distinguir “a pérola de grande valor” e reconhecer o tesouro pelo qual vale a pena vender tudo.
Ele alertou contra a indústria do consumo, que “nos altera o paladar, suscitando sempre novas necessidades para depois nos vender respostas que não saciam e, por vezes, envenenam o coração”. Diante disso, “temos de aprender a perceber o que realmente importa: o tesouro da relação com Deus, que nos abre à alegria e ajuda a viver da melhor maneira as relações entre nós”.
O Papa concluiu, pedindo a intercessão de Maria, Sede da Sabedoria, para que oriente nosso desejo de vida para Jesus, a fim de que se realize plenamente.





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