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Possuímos um precioso tesouro!

Não há dignidade mais augusta, estado mais elevado nem dom mais precioso do que ser filho da Santa Igreja Católica

Foto: reprodução

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Redação (25/07/2026 17:20, Gaudium Press) Na liturgia deste 17° Domingo do Tempo Comum, a Santa Igreja nos faz um apelo: que, como verdadeiros filhos, sejamos conscientes da grandeza que comporta essa filiação e a que nos interessemos por ela como ela se interessa por nós.

Nosso tesouro: a Santa Igreja

Hoje, o Divino Mestre nos apresenta duas parábolas com situações muito próprias das longínquas regiões orientais daquela época, mas de uma clareza tal que falam aos homens de todos os tempos:

“O Reino dos Céus como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantem escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola” (Mt 13,44-46).

Se nos colocamos na situação desses homens, não nos será difícil imaginar a grande alegria que os invade e que vai pervadir todas as suas atividades a partir do momento em que se apossaram daquele valioso bem. Dia e noite, seus pensamentos giram em torno do tema; as trivialidades cotidianas passam a um segundo plano e nada fazem sem que suas atenções estejam voltadas para o tesouro que encontraram e que não querem perder de forma alguma, ou para a preciosa pérola que almejam adquirir. Ainda mais: eles se desprendem de todos os seus haveres para obter o que tão ardentemente desejam.

Com esses exemplos, Nosso Senhor Jesus Cristo quer nos ensinar qual deve ser a nossa atitude de alma em relação ao grande tesouro que recebemos no dia de nosso Batismo: sermos filhos de Deus e da Santa Igreja, tesouro mais valioso que qualquer bem da Criação.

Interessamo-nos por ele?

Assim, é de se perguntar se a nossa atitude é a mesma desses homens da parábola que “voltam” todas as suas atenções para o tesouro e “vendem todos os seus bens” para adquiri-lo.

Traduzindo à nossa vida cotidiana, pensemos: Qual é o teor das intenções que colocamos em nossas orações diárias? Interessamo-nos pelas necessidades da Santa Igreja? Preocupamo-nos em reparar os ultrajes que, em nossos dias, são cometidos contra ela? Em nossos pedidos, levamos em consideração os outros filhos desta Santa Mãe, nossos irmãos, que sofrem qualquer tipo de perseguição — tanto aqueles que, em terras de minoria católica, colocam em risco sua vida ao professar a fé, quanto os que, vivendo no mundo, estão sendo constantemente iludidas pelas máximas mundanas para que desistam de seus propósitos de virtude?

Ou, pelo contrário, nossas intenções orbitam apenas em torno dos nossos interesses, das nossas conveniências e necessidades, deixando de lado o valioso tesouro que nos foi entregue?

É claro que devemos pedir por nós mesmos e pelas nossas necessidades — e com muita insistência, especialmente pela nossa santificação. Ora, se a Santa Igreja, nossa Mãe, precisa das nossas atenções, como negligenciar este dever para com ela, que com tanto zelo nos proporciona tudo o que precisamos para a nossa eterna salvação?

Cuidemos dos interesses de Deus, que Ele cuidará dos nossos

Além do mais, se nos preocuparmos com as necessidades de Deus e da sua Igreja, eles se preocuparão com as nossas, conforme diz Deus a Salomão na primeira leitura, depois que este lhe pediu sabedoria para governar o seu povo:

“Já que pediste esses dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte dos teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido” (1Re 3,11-12).

Peçamos a Maria Santíssima que Ela nos alcance do Divino Espirito Santo graças para sermos conscientes do inapreciável tesouro do qual somos depositários:  pertencer à Santa Igreja. E que, assim, nossos pensamentos, intenções e ações, além dos esforços e sacrifícios na lida diária estejam orientados às necessidades da nossa Mãe, a Santa Igreja.

Por Nicolás Forero

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