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Santuário Mariano na Bélgica recebe Primeiro Festival Missionário Mariano

Este encontro terá por objetivo demonstrar a ligação entre a devoção à Mãe de Deus, a vocação missionária e a alegria de proclamar o Evangelho.

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Banneux – Bélgica (25/07/2026 06:00, Gaudium Press) O Santuário de Nossa Senhora de Banneux, na Bélgica, receberá no próximo domingo, dia 26 de julho, o primeiro Festival Missionário Mariano. Organizado pela Pontifícia União Missionária em colaboração com a comunidade de peregrinos vietnamitas-europeus, este evento tem por objetivo demonstrar a ligação entre a devoção à Mãe de Deus, a vocação missionária e a alegria de proclamar o Evangelho.

A devoção mariana como vocação para todos os batizados

O encontro reunirá fiéis e missionários em torno da devoção mariana. De acordo com o Padre Franciscano Conventual Dinh Anh Nhue Nguyen, Secretário-Geral da Pontifícia União Missionária, “esta é a primeira edição de um festival que une as raízes marianas e missionárias. A devoção mariana, profundamente enraizada nos países asiáticos, é combinada com o compromisso missionário de todos os batizados. Eles são chamados a serem discípulos missionários como Maria”.

No dia 2 de julho, o Bispo de Tournai, Dom Frédéric Rossignol, presidiu uma Missa em Ação de Graças pela beatificação do sacerdote mártir Francisco Xavier Trương Bửu Diệp. Este evento histórico, por ter sido a primeira cerimônia de beatificação realizada em solo vietnamita, também serviu para marcar a primeira edição do Festival Missionário Mariano. Antes da celebração eucarística, foram ministradas duas palestras aos fiéis presentes, uma em inglês e outra em vietnamita.

O Padre Anh Nhue, da Sociedade Missionária de São José de Mill Hill e Diretor Nacional da Missio para a Inglaterra e o País de Gales, foi um dos palestrantes. O sacerdote explicou que essas contribuições “se concentraram em aspectos da vida diária e no testemunho da Fé em todas as esferas, seja na Paróquia, no trabalho, na escola ou na família, incluindo o martírio, tudo baseado na promessa de Cristo, que veio dar a sua vida para que as suas ovelhas tivessem vida em abundância”.

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A devoção Mariana nas religiões asiáticas

Segundo pesquisa divulgada pelo Pew Research Center, após mais de 12 mil entrevistas em cinco países asiáticos (Camboja, Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia), a devoção mariana não é exclusividade dos católicos. Para entender melhor como não cristãos na Ásia se aproximam da Mãe de Deus, foi realizada em Singapura uma conferência intitulada ‘Mais Universal que o Catolicismo? Maria entre as Religiões Asiáticas’, nela foram apresentados 18 trabalhos explorando as devoções marianas em onze países de diferentes tradições religiosas.

Demonstrando como Nossa Senhora transcende as fronteiras religiosas, o teólogo e antropólogo Michel Chambon, coordenador da Iniciativa para o Estudo dos Católicos Asiáticos, apresentou alguns exemplos concretos. Em Singapura, na Índia e no Paquistão, milhares de fiéis muçulmanos e hindus regularmente confiam suas intenções e fazem votos à Mãe de Jesus. Em Singapura, um movimento taoísta inclui a Virgem Maria em seu panteão ao lado de Jesus e São José.

Uma figura universal que supera fronteiras religiosas

Para essas pessoas, a figura mariana é vista a partir da perspectiva de suas crenças, incorporando um modelo de pessoa que, “através da meditação e da virtude, gerou um ser divino a partir de seu interior e venceu a morte”, ilustrando a capacidade universal dos seres humanos de gerar um eu superior dentro de si e transcender a morte. No Leste Asiático, Nossa Senhora coexiste com divindades femininas. A atração por Nossa Senhora está enraizada nos lares e suas imagens às vezes aparecem ao lado de outras figuras espirituais.

“As devoções asiáticas destacam a centralidade de Maria no diálogo que as populações asiáticas cultivam com as tradições cristãs e não cristãs. Maria na Ásia continua sendo um tema fascinante que nos tira da nossa zona de conforto. Para seus devotos, ela é uma figura estimulante que nos convida a reconsiderar nossa postura religiosa e nossas formas de conceber a religião, o catolicismo e o diálogo inter-religioso”, afirmou Michel Chambon. (EPC)

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