Aplicativo que ajuda fiéis a encontrar missas se torna o maior mapa católico do mundo
Desenvolvido para facilitar o acesso aos sacramentos durante viagens e rotinas, projeto impulsionado por leigos já ultrapassa 2,4 milhões de downloads e serve como ponte para a Celebração Eucarística.
Buenos Aires – Argentina (23/07/2026 07:30, Gaudium Press) O aplicativo ‘Horários de Missa’, criado há doze anos pelo leigo argentino Pablo Licheri, surgiu como uma simples iniciativa para ajudar os católicos de qualquer lugar do mundo. O App, que reúne informações de mais de 138 mil igrejas em 245 países, já recebeu mais de 40 milhões de consultas e se tornou o maior banco de dados do mundo com horários de Missa.
Segundo Licheri, essa ferramenta tecnológica têm ajudado milhões de pessoas a encontrar uma igreja, aproximar-se da Sagrada Eucaristia, redescobrir o Sacramento da Confissão, participar da Adoração Eucarística ou vivenciar a universalidade da Igreja de forma concreta. Este aplicativo, que se tornou um dos mais populares do mundo, já ultrapassou o surpreendente número de 2,4 milhões de downloads.
Origem do aplicativo e amplitude do projeto
A ideia do App surgiu durante um retiro espiritual, após o sacerdote pregador comentar sobre o valor infinito de cada Santa Missa. Pensando em como poderia usar a tecnologia para aproximar as almas da Missa, Licheri inicialmente pensou em criar um site no qual a Santa Missa fosse transmitida ao vivo 24 horas por dia. Posteriormente, seguindo o conselho de um amigo, mudou o foco para um App que conectasse as pessoas à Missa mais próxima.
A amplitude do projeto impressiona o criador do aplicativo, que pensava inicialmente que este recurso seria útil apenas na Argentina e em alguns países da América Latina. “O fato de estarmos presentes no mundo todo hoje em dia me deixa completamente sem palavras. Isso só pode ser explicado pela generosidade de tantas pessoas que se juntaram ao projeto e, claro, pela Providência”, comentou Licheri.
Tirar férias com Deus, ao invés de férias de Deus
Para Licheri, mais do que os números de acessos ao aplicativo, o que importa é “o fato de que por trás de cada busca há uma pessoa que deseja encontrar Cristo na Eucaristia. Se tivermos ajudado ao menos uma pessoa a não perder uma Missa que de outra forma teria perdido, já terá valido a pena”. Dirigindo-se aos católicos que viajam, o criador do aplicativo frisa que “nós ajudamos você a tirar férias com Deus, em vez de férias de Deus!”.
Ele também explica que um dos maiores desafios contínuos deste projeto é sem dúvidas manter os horários das Missas de tantas Paróquias atualizados. Mas ele tem contado com uma grande base de usuários que, através de um esforço colaborativo, enviam informações sobre as igrejas que ainda não estão cadastradas ou atualizam os dados já presentes no aplicativo ‘Horários de Missa’.
Desafios de atualização e engajamento da comunidade
Este sistema não é perfeito, destaca o criador do App, pois os horários mudam, as Paróquias se reorganizam e os feriados litúrgicos interferem nos horários habituais, porém, eles estão trabalhando de forma constante para tornar as informações o mais confiáveis possível. Ele ressalta que quanto mais pessoas usarem o aplicativo, melhor ele funcionará para todos os católicos no mundo.
Tratando sobre a evangelização através da tecnologia, ele faz uma importante ressalva: “a tecnologia não evangeliza por si só. O que ela faz é facilitar o encontro. Não convencemos ninguém a ir à Missa; simplesmente indicamos a igreja mais próxima. O verdadeiro encontro acontece na Eucaristia, não em uma tela”. Porém, ele sublinha que “qualquer ferramenta que ajude uma pessoa a se aproximar dos sacramentos têm uma dimensão evangelizadora”.
A universalidade da Igreja e o papel dos leigos na evangelização digital
Após visitar virtualmente quase todas as Dioceses do mundo, Licheri revelou ter aprendido que a universalidade da Igreja é real. “Não é apenas uma declaração teológica no Credo: é uma realidade viva e surpreendente. Quando você pode ir à Missa em um país com línguas e costumes muito diferentes, e ainda assim vê que a Santa Missa é a mesma, essa experiência te toca profundamente. Você se sente em casa, mesmo sem entender o idioma”.
Por fim, comentando sobre o papel de liderança que os leigos devem desempenhar na evangelização digital, ele ressaltou que “nós, leigos, somos os que estamos no mundo, nos ambientes digitais, nas conversas do dia a dia. A evangelização digital não pode depender exclusivamente das instituições eclesiais: ela precisa de pessoas com iniciativa, habilidades técnicas, Fé e criatividade”. (EPC)










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