“Vida comunitária exige amor e partilha”, afirma Papa a religiosos dos Estados Unidos
Em carta enviada aos participantes da Assembleia da Conferência dos Superiores Maiores das Ordens Religiosas Masculinas, Leão XIV destacou a importância do testemunho fraterno e do diálogo para a renovação da Igreja local.
Cidade do Vaticano (22/07/2026 11:07, Gaudium Press) Nesta quarta-feira, 22, o Papa Leão XIV enviou uma carta aos líderes das congregações religiosas masculinas, comunidades monásticas e institutos religiosos dos Estados Unidos que há três dias estão participando da Conferência dos Superiores Maiores das Ordens Religiosas Masculinas (CMSM, sigla em inglês), realizada em Phoenix, capital do estado do Arizona, localizada sudoeste do país.
Em sua mensagem, lida pelo núncio apostólico Gabriele Giordano Caccia, o Pontífice parabeniza a organização, que representa mais de 200 comunidades e províncias monásticas e apoia mais de 16 mil sacerdotes e Irmãos religiosos, pelos seus 70 anos. Durante o evento, os participantes refletem sobre o tema: ‘Unidos em Cristo: a vida comunitária hoje’ e exploram modos significativos para reforçar e renovar a colaboração de todos para a vida comunitária.
Voz comum dos superiores maiores e espaço de diálogo
Dirigindo-se ao diretor-executivo da CMSM, Irmão Frank Donio, o Santo Padre afirmou que este é “um momento oportuno para agradecer a Deus pelas graças recebidas durante desses anos”. Fundada em 27 de setembro de 1956 a partir de um próprio pedido de Papa Pio XII e canonicamente instituída três anos depois, a organização nacional é reconhecida pela Santa Sé e está organizada em seis regiões do país.
O objetivo da CMSM é o de ser a voz comum dos superiores maiores a partir dos seus membros e promover o diálogo com a Conferência Episcopal dos EUA e outros grupos da Igreja e da sociedade. “Em seus esforços para proporcionar um espaço de diálogo e apoiar a liderança das suas comunidades, vocês ajudaram a reforçar o testemunho público dos homens consagrados que dedicam suas vidas ao serviço do Evangelho”, escreveu o Pontífice.
Testemunho fraterno, serviço e capacidade de perdoar
Refletindo sobre o tema da assembleia deste ano, o Papa os encorajou a considerar a vida comunitária “como um lugar de santificação e uma fonte de inspiração, testemunho e força em seu apostolado”. Leão XIV encerrou a carta recordando a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata de 1996, de João Paulo II, e enaltecendo a vida fraterna no amor que exige disponibilidade para o serviço, prontidão no acolhimento e capacidade de perdoar.
“É precisamente através da partilha de tudo em comum que a presença mística do Senhor ressuscitado se manifesta entre vocês. Confio que estes dias de reflexão, diálogo e oração lhes permitam discernir caminhos para aprofundar a comunhão fraterna, tanto no seio de seus institutos quanto entre eles, e que, assim, possam continuar a oferecer um testemunho unido, alegre e autêntico de Cristo nas diversas comunidades e apostolados onde atuam”, concluiu. (EPC)








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