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Perseguição religiosa atinge 388 milhões de fiéis cristãos em mais de 20 países

Relatório da International Christian Concern revela que 1 em cada 7 cristãos sofre repressão, apontando avanço da violência e restrições na América Latina, África e Ásia.

Perseguicao Religiosa atinge 388 milhoes de fieis cristaos em mais de 20 paises

Manágua – Nicarágua (20/07/2026 12:08, Gaudium Press) A International Christian Concern (ICC) publicou um relatório sobre a perseguição contra os cristãos em todo o mundo. O documento, intitulado ‘Índice Global de Perseguição de 2026’, revela um considerável aumento em relação às perseguições sofridas pelos cristãos registrado em mais de vinte países.

A publicação ainda oferece uma análise abrangente sobre esse panorama e fornece recomendações sobre como legisladores e organizações podem combater as crescentes violações. “O Índice Global de Perseguição deste ano é um lembrete contundente de que milhões de nossos irmãos e irmãs em Cristo continuam a pagar um preço alto por sua Fé”, afirmou Shawn Wright, presidente da ICC.

Escala alarmante e líderes sob holofote

De acordo com o índice, mais de 388 milhões de cristãos em todo o mundo — ou seja, 1 em cada 7 fiéis — vivem sob altos níveis de perseguição e discriminação por causa de sua Fé. Entre os líderes de países onde a perseguição está se agravando, são mencionados: o presidente nigeriano Bola Ahmed Tinubu; o presidente nicaraguense Daniel Ortega; o presidente sírio Ahmed al-Sharaa; e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

O relatório também descreve tendências na liberdade religiosa que contribuem para o aumento desta perseguição contra os cristãos em diferentes países, tais como: o nacionalismo religioso, a repressão transnacional, o controle estatal sobre organizações religiosas, o terrorismo, o autoritarismo, as restrições impostas às mulheres e a utilização do Ocidente para fins de perseguição.

Crescimento da Igreja e denúncias de violações pelo mundo

“Apesar desses desafios, a Igreja continua a crescer em alguns dos ambientes mais hostis, e a resistência à repressão está aumentando à medida que indivíduos e comunidades se rebelam contra a injustiça e exigem maior liberdade. Por trás de cada estatística existe uma pessoa real: alguém que escolheu a fidelidade a Jesus em vez da segurança, do conforto ou até mesmo da própria vida”, assegura Wright.

No índice é detalhada a perseguição aos cristãos em países da África, América Latina, Oriente Médio, Sul da Ásia e Sudeste Asiático, além de serem oferecidas recomendações específicas para ajudar os fiéis. Também são recomendadas investigações imediatas e independentes sobre os massacres relatados contra fiéis na Nigéria, que têm sido assolada pela perseguição religiosa de diferentes formas.

Resistência e crescimento em meio à hostilidade

Já na Nicarágua, o documento destaca as centenas de sacerdotes, religiosas e religiosos que desapareceram ou foram detidos. O regime do país também tem tentado controlar sermões religiosos e a mídia, além de monitorar membros de organizações religiosas independentes. A recomendação para este país é o de agilizar os procedimentos de asilo para o clero exilado e apoiar paróquias e organizações da sociedade civil fechadas pelo regime.

Citando a Síria, onde religiosos enfrentam inúmeros desafios, sofrendo represálias, prisões e discriminação, apesar da mudança de governo após a queda do regime de Assad, o documento recomenda o apoio a programas que auxiliem comunidades deslocadas e protejam cristãos perseguidos na Síria. Também se exige a responsabilização pelos crimes de guerra cometidos tanto por Assad quanto por seus sucessores.

A Índia também é citada no relatório, em meio à crescente perseguição que os cristãos vivem neste país. O relatório pede proteção para organizações não governamentais independentes e veículos de comunicação que trabalham para fornecer ajuda e noticiar sobre grupos perseguidos, uma vez que os fiéis indianos enfrentam ataques de multidões, entre outros atos de violência. (EPC)

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