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Meditação: meio de conhecermos nossos defeitos

Neste trecho de Santo Afonso de Ligório, descobrimos por que é tão preciosa a prática da oração mental, da meditação.

Foto: Marjhon Obsioma/ Unsplash

Foto: Marjhon Obsioma/ Unsplash

Redação (01/07/2026 11:07, Gaudium Press) A alma que não medita não tem luzes.

As verdades eternas são coisas espirituais que não se veem com os olhos do corpo, mas só com os olhos da alma, isto é, com o pensamento e com a consideração. As pessoas que não fazem meditação não veem estas verdades, e é por isso que não veem também a importância da salvação eterna, nem os meios que devem empregar para alcançá-la.

A causa da perda de tantas almas é o descuido de meditar no grande negócio da salvação e naquilo que devemos praticar para salvar-nos: “A desolação reina em toda a terra, porque ninguém medita em seu coração” (Jr 12,11). Ao contrário, aquele que medita nas verdades da fé não pecará: “Lembra-te dos teus últimos fins, e nunca pecarás” (Ecl 7,40).

É na oração mental que o Senhor nos fala e ilumina para acertarmos com o caminho da salvação.

Quem não faz meditação não conhece os próprios defeitos, e por isso não os aborrece, diz S. Bernardo, nem tão pouco vê os perigos que corre a sua salvação, razão por que nem pensa em preservar-se deles. Mas quem se dá à meditação logo enxerga os seus defeitos e os perigos de se perder, e, vendo-os, cuidará de remediá-los.

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. O Religioso Santificado. Rio de Janeiro: Vozes, 1959, p.125.

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