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Leão XIV convida novos Arcebispos a seguirem exemplos de São Pedro e São Paulo

Durante a Solenidade dos Santos Apóstolos em Roma, o Pontífice impôs o pálio a 35 arcebispos metropolitanos — incluindo quatro brasileiros — e destacou o testemunho de unidade e a força transformadora da Palavra de Deus.

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Cidade do Vaticano (29/06/2026 12:33, Gaudium Press) Na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Leão XIV presidiu uma Santa Missa Solene na Basílica de São Pedro. Durante esta cerimônia litúrgica, o Pontífice impôs o pálio aos 35 Arcebispos Metropolitanos nomeados nos últimos doze meses, provenientes de Dioceses dos cinco continentes. Entre eles estavam quatro brasileiros.

A liderança que nasce do arrependimento

Em sua homilia, o Santo Padre abordou características marcantes destes dois pilares da Igreja. O Papa descreveu São Pedro como “pastor do rebanho de Jesus e guardião do povo de Deus”, comprometido em preservar a comunhão entre os irmãos. Essa aptidão e aspiração são ilustradas repetidamente no Novo Testamento. Leão XIV sublinhou a capacidade de São Pedro de reunir os irmãos, ouvi-los e, então, guiado pelo Espírito Santo, tomar uma decisão preservando a comunhão.

Essa grandeza de espírito de São Pedro “não significa que ele seja perfeito”, observou o Pontífice. Ele negou o Mestre durante a Paixão, para depois chorar lágrimas sinceras de arrependimento. O próprio Apóstolo São Paulo o repreendeu pela inconsistência de algumas de suas ações. Mas ele “soube reconhecer seus erros e se corrigir sem se desanimar e sem abandonar a missão de proclamar o Evangelho e reunir o rebanho de Cristo, até o martírio”.

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O símbolo das chaves e a construção da comunhão

Segundo Leão XIV, essa “preocupação fiel e paciente com a unidade ” é muito bem expressa pelo símbolo das chaves, com o qual é frequentemente identificada. Uma chave não arromba portas, mas as abre e depois as fecha, procurando nelas as alavancas certas e guiando seus movimentos, para que os bloqueios sejam liberados, as trancas deslizem e as folhas girem livremente em suas dobradiças, unindo assim os espaços e transformando muitos cômodos isolados em uma única casa acolhedora. “Da mesma forma, a comunhão na Igreja não se constrói apegando-se às próprias posições, mas buscando, no coração de cada pessoa, os pontos de convergência na Verdade, à luz dos quais cada um se torna instrumento de crescimento para o outro”, ressaltou.

A missão confiada a São Pedro e aos seus sucessores para o bem do santo Povo de Deus é a de escutar a voz de cada pessoa, discernir as inspirações; guiar os caminhos; corrigir os erros; instruir; encorajar; exortar e acompanhar os seus irmãos e irmãs “ para que, dóceis à ação do mesmo Espírito, cooperem na salvação uns dos outros e de toda a humanidade”. O Papa especifica que esta missão é também um convite a todos os cristãos, chamados igualmente a colocar Deus no centro das suas vidas, a aproximar-se dos seus irmãos e irmãs, “atentos às suas provações e necessidades”, para viver com eles na caridade e para que assim “se cumpra o anúncio do Evangelho”.

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São Paulo: a Palavra que transforma e liberta

Em seguida, o Santo Padre tratou sobre São Paulo, descrito como “o incansável arauto da Boa Nova”, e seus símbolos distintivos: um livro e uma espada. De acordo com o Papa, estes símbolos estão intimamente ligados, “porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes”, capaz de penetrar “até à divisão da alma e do espírito” e de discernir “os pensamentos e intenções do coração ” (cf. Hb 4,12). Foi isto que Deus realizou no coração de Saulo ao conquistá-lo pois “o Apóstolo dos Gentios deixou-se transformar pelo poder da Palavra de Deus, que o libertou da violência e o conduziu pelo caminho do amor ”. O jovem convertido assumiu um novo nome, proclamou o Evangelho por todo o mundo e testemunhou até ao ponto de dar a própria vida.

“Caríssimos, hoje para nós é importante olhar para estes dois santos (São Pedro e São Paulo) a fim de compreender como, no que nos diz respeito, podemos ser apóstolos e construtores de unidade, servos generosos da verdade na caridade”, concluiu Leão XIV. Em seguida, a cerimônia prosseguiu com a bênção e imposição do pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos. Entre os 35 prelados estavam quatro brasileiros: Dom Júlio Endi Akamine, Arcebispo de Belém do Pará (PA); Dom José Roberto Fortes Palau, Arcebispo de Sorocaba (SP); Dom Marco Aurélio Gubiotti, Arcebispo de Juiz de Fora (MG); e Dom Mário Antônio da Silva, Arcebispo de Aparecida (SP). (EPC)

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