Arcebispo de Caracas visita igrejas danificadas pelos terremotos e pede ajuda para os afetados
Dois fortes terremotos abalaram o norte da Venezuela, deixando dezenas de vítimas e causando graves danos. Diante da emergência, o arcebispo de Caracas pediu solidariedade para com aqueles que perderam tudo.

Foto: Arquidiocese de Caracas
Redação (26/06/2026 08:54, Gaudium Press) Dois potentes terremotos abalaram o norte da Venezuela na tarde de 24 de junho, deixando um rastro de destruição, centenas de feridos e dezenas de mortos. O “terremoto duplo” — como foi chamado — gerou pânico generalizado, colapso de estruturas e uma emergência nacional que mobilizou autoridades, equipes de resgate e a própria Igreja. Em meio ao caos, o arcebispo de Caracas, Dom Raúl Biord, percorreu paróquias afetadas e fez um forte apelo à solidariedade e à união do povo venezuelano. “Pedimos ao Altíssimo o descanso eterno dos falecidos e elevamos nossas orações pelo bem-estar de todas as vítimas”, destacou o arcebispo em um comunicado.
Os sismos e sua força devastadora
O primeiro movimento telúrico, de magnitude 7,2, ocorreu por volta das 18h04 (hora local), com epicentro próximo a San Felipe, no estado de Yaracuy, a cerca de 280-300 km de Caracas. Apenas 39 segundos depois, um segundo e ainda mais forte terremoto de magnitude 7,5 atingiu a mesma região, com epicentro próximo ao município de Yumare.
O segundo sismo foi o mais potente registrado na Venezuela em mais de um século. Com profundidade rasa (cerca de 10 km), a onda sísmica se propagou com grande intensidade, sendo sentida fortemente em Caracas, Valencia, Maracay e outras cidades do centro e norte do país.
As autoridades declararam imediatamente estado de emergência. Equipes de bombeiros, proteção civil, voluntários e militares trabalham sem parar nas buscas por sobreviventes sob os escombros. Até o momento, os números oficiais indicam dezenas de mortos e centenas de feridos, com relatos de mais de 4 mil pessoas afetadas e milhares de desaparecidos, números que ainda podem subir conforme avançam os trabalhos de resgate.
Danos em templos e ação da Igreja
Em Caracas, o arcebispo Raúl Biord não hesitou em sair às ruas para avaliar pessoalmente os estragos. Visitou várias paróquias e constatou danos significativos, incluindo na histórica Catedral de Caracas. Uma das igrejas mais afetadas foi a de San José de Ñaraulí, popularmente conhecida como Cotiza, onde casas paroquiais sofreram graves danos estruturais e algumas chegaram a colapsar.
A Arquidiocese de Caracas ativou rapidamente seu plano de emergência e está organizando redes de ajuda para atender famílias que perderam tudo: casas, pertences e, sobretudo, entes queridos. Monsenhor Biord destacou a importância da solidariedade prática: “O material se recupera, mas as vidas não”.
Em mensagem emocionada gravada em meio aos escombros, o arcebispo pediu oração e união: “Juntos afrontemos este momento de incerteza, encontrando em Deus o consolo”. Ele evocou ainda a figura de São José, protetor das famílias, e incentivou os venezuelanos a fortalecerem os laços de ajuda mútua.
Um país em reconstrução
Além dos danos humanos, os terremotos causaram interrupções no fornecimento de energia elétrica, problemas de comunicação e riscos de novos desabamentos devido às réplicas. As autoridades pedem que a população siga apenas informações oficiais e evite circular perto de edifícios comprometidos.
A emergência mantém milhões de venezuelanos em suspense, que agora enfrentam o desafio de reconstruir suas comunidades enquanto continuam os trabalhos de assistência às vítimas.
Milhões de venezuelanos acompanham com apreensão as notícias e se mobilizam para reconstruir suas comunidades enquanto continuam os trabalhos de assistência às vítimas.
“Que a Santíssima Virgem Maria, sob a invocação de Nossa Senhora de Coromoto, estenda seu manto protetor sobre toda a Venezuela, acalme nossas almas e nos encha de força a partir da fé, da esperança e da caridade”, concluiu Dom Raúl Biord.





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