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Sacerdotes denunciam “espiral de violência” e ataques contra Paróquias no Congo

Relatos de profanações, agressões a padres e vandalismo em igrejas marcam nova fase de insegurança na capital congolesa, ameaçando trabalhos de assistência e coesão social.

Sacerdotes denunciam espiral de violencia e ataques contra Paroquias no Congo

Foto: Por Francis Hannaway – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=9830981

Kinshasa – Congo (22/06/2026 12:10, Gaudium Press) Uma crescente onda de insegurança está assolando a Igreja Católica na República Democrática do Congo. É o que denunciam os sacerdotes da Arquidiocese de Kinshasa, destacando que ataques terroristas contra Paróquias estão se tornando cada vez mais violentos e organizados. Eles condenaram essa perseguição religiosa nomeando-a de “espiral de violência”.

Através de um comunicado divulgado pelo conselho presbiteral local, os sacerdotes manifestaram sua profunda preocupação em relação ao aumento dos ataques contra padres, religiosos e religiosas, seminaristas e propriedades da Igreja na capital do país. Segundo eles, esses atos criminosos anteriormente eram isolados, mas agora “estão assumindo a forma de crime organizado direcionado contra nossas paróquias e outras estruturas”.

A escalada da violência contra o clero

Incidentes recentes foram recordados, entre eles estão: o assassinato de um segurança na Paróquia de São Francisco de Sales; ataques a funcionários da igreja na paróquia de Santa Inês em Ndjili; e uma agressão noturna a um vigário, que ficou gravemente ferido, na Paróquia de São Teófilo em Kimbanseke. “Condenamos veementemente esses atos criminosos que violam a dignidade humana e a liberdade de culto”, declararam.

Também foram feitas denúncias relacionadas a atos de vandalismo e profanação de espaços sagrados, incluindo sacristias, arquivos, materiais pastorais e objetos devocionais. De acordo com os sacerdotes, estas ações estão enfraquecendo instituições que servem à sociedade através da educação, saúde, reconciliação e coesão social. Alguns desses ataques foram feitos por grupos de homens utilizando fardas semelhantes às das forças de segurança nacionais.

Apelo por justiça e responsabilidade estatal

Há ainda uma preocupação com a crescente indiferença e sensação de impunidade diante desses violentos ataques. Os padres apelam por uma intervenção urgente por parte das autoridades estatais e para que as autoridades políticas, administrativas e de segurança assumam a sua responsabilidade constitucional de garantir a segurança das pessoas e dos bens, realizando investigações sérias e transparentes.

Por fim, os sacerdotes expressaram sua solidariedade às vítimas desses ataques, reafirmando o compromisso da Igreja com a construção da paz e exortaram as comunidades paroquiais a permanecerem vigilantes e unidas. “Segurança, justiça e paz são possíveis quando cada pessoa cumpre responsavelmente seu dever a serviço do bem comum”, concluíram prometendo suas orações pedindo a proteção divina e a paz para todo o país. (EPC)

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