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‘Eu nunca te esquecerei’: Divulgada Mensagem do Papa para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Em seu texto, Leão XIV alerta para o “véu do esquecimento” que atinge a terceira idade, pede que jovens visitem seus familiares e reforça o papel da Igreja como mãe acolhedora.

Eu nunca te esquecerei Divulgada Mensagem do Papa para o VI Dia Mundial dos Avos e dos Idosos

Cidade do Vaticano (15/06/2026 14:41, Gaudium Press) Nesta segunda-feira, 15, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou a mensagem do Papa Leão XIV para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que será celebrado em 26 de julho. Na mensagem, que segue o tema ‘Eu nunca te esquecerei’ (Isaías 49, 15), o Pontífice manifesta seu desejo de que estas palavras do profeta Isaías “assumam a forma de um encontro terno e afetuoso”. Ele também faz um convite aos idosos para que se unam a ele “numa oração incessante para que a paz chegue em breve a todo o mundo”.

A resposta divina ao sentimento de solidão

O Santo Padre inicia seu texto afirmando que “pela boca do Profeta Isaías, o Senhor promete que nunca se esquecerá de nenhum de nós. Assegura-nos que traz os nossos rostos gravados nas palmas das mãos e que o seu amor é maior do que o de uma mãe pelo seu filho”. Ele explica que “o profeta permite-nos vislumbrar um diálogo íntimo e intenso, no qual Deus se dirige a cada um e ao próprio povo, tratando todos por ‘tu’”. Podemos ler estas palavras, cheias “de consolação e confiança”, como se fossem referidas a cada um de nós.

“Quantas vezes na Sagrada Escritura, em particular nos Salmos, a oração nasce do desamparo de quem tem a impressão de que a sua vida não interessa a ninguém e é negligenciada! A dolorosa sensação de ser esquecido é, infelizmente, comum a muitas pessoas e, entre elas, não poucas são idosas”, lamentou o Papa. Lembrar que o Senhor não se esquecerá de nós é “a resposta a um sentimento angustiante que agita o coração”.

O perigo do anonimato e o ‘véu do esquecimento’

Leão XIV assegura que “o amor de Deus não esquece ninguém”, pelo contrário, “oferece-se como um ato de justiça e uma resposta ao anonimato, no qual, com demasiada frequência, a vida humana acaba por perder-se”. Ele explica que esse véu do esquecimento pode se estender sobre a existência de muitos idosos e que isso “acontece nas casas onde reina a solidão, e também naqueles asilos onde a singularidade de cada pessoa corre o risco de ser reduzida ao número da sua cama ou à sua patologia”.

Enxergando na celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos uma oportunidade para redescobrir que a Igreja é chamada a ser mãe de todos e que é sempre possível, em qualquer idade, descobrir-se filhos e filhas de Deus, o Pontífice expressa seu anseio de “que este Dia seja um estímulo para todos, em particular os mais jovens, retomarem o bom hábito de visitar os seus avós, os idosos da família e também aqueles que não recebem nenhuma visita. Levai-lhes, com esta mensagem e com a vossa presença, a proximidade e o carinho do Papa”.

Um chamado à proximidade física na era digital

Em seguida, citando um trecho de sua Carta Encíclica ‘Magnifica humanitas’, o Santo Padre pede aos fiéis para que as palavras do profeta Isaías assumam a forma de um encontro terno e afetuoso. “Numa época que tende a acelerar e a fragmentar, a carne humana continua pedindo para ser cuidada e reconhecida por mãos capazes de ternura, por mentes atentas e por palavras bondosas. A cultura digital multiplica as conexões e oferece novas possibilidades de encontro; no entanto, o coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade”, escreve o Pontífice.

O Papa garante que a “a Igreja conhece o sofrimento dos seus filhos mais idosos, sabe bem que demasiadas vezes se olha para eles com preconceitos e são considerados um fardo; está ciente de que uma economia centrada no lucro enfraquece os laços familiares; sabe que muitos idosos são abandonados pelos filhos, obrigados a migrar ou, em alguns casos, a combater na guerra. Por todas estas razões, alegra-se em anunciar a promessa do Senhor: ‘Eu nunca te esquecerei!’”.

A velhice como oportunidade de recomeço espiritual

“Para muitos, a descoberta da ternura de Deus, no decorrer da vida, acontece precisamente na sua última etapa”, diz Leão XIV explicando que, diferente do que acontecia no passado, hoje em dia “é possível chegar à velhice sem ter tido uma verdadeira experiência de Fé. Neste caso, a idade avançada, a partir das questões que nesta fase da vida se colocam com maior premência, pode tornar-se o momento oportuno para iniciar ou retomar a vida espiritual”. O Papa afirma que “a Deus, que se faz próximo e que aprendemos a reconhecer na sua ternura, podemos então dirigir-nos com confiança filial na oração. Nunca é tarde demais para a Ele nos começarmos a dirigir”.

Por fim, Leão XIV destaca que um homem e uma mulher podem renascer na velhice e reconhecer que a salvação está na conversão e que a força está na confiança em Deus. “Neste tempo, marcado de forma tão dura pela violência bélica e social, muitos questionam-se sobre como será o mundo em que crescerão os próprios netos. Exorto-vos, caríssimos, para que vos unais comigo numa incessante oração para que a paz chegue em breve a todo o mundo”, exortou prometendo retribuir de coração e expressando seu desejo de “que o Senhor nos renove sempre na Fé, na Esperança e na Caridade, Ele que nunca se esquece de nós”. (EPC)

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