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“Hoje há mais mártires que nos primeiros séculos da Igreja”, assegura Cardeal Koch

Segundo o purpurado suíço, a perseguição aos cristãos não é um fenômeno do passado, mas uma realidade atual que afeta inúmeros fiéis em todo o mundo.

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Suíça – Einsiedeln (11/06/2026 16:01, Gaudium Press) Durante a peregrinação anual em memória dos cristãos perseguidos, promovida pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Cardeal Kurt Koch, presidente desta organização, ressaltou que a perseguição aos cristãos infelizmente não é um fenômeno do passado, mas uma realidade atual que afeta inúmeros fiéis em todo o mundo.

O martírio pertence verdadeiramente ao coração do cristianismo

Em sua homilia, o purpurado assegurou que “o martírio pertence verdadeiramente ao coração do cristianismo. Hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos da história da Igreja”. Segundo ele, os cristãos não são perseguidos por pertencerem a uma denominação específica, mas sim por sua Fé em Cristo.

Apresentando os cristãos perseguidos como um testemunho vivo da unidade cristã, o Cardeal afirmou que “os ditadores não fazem distinção entre católicos, ortodoxos, luteranos, anglicanos ou protestantes”, e que “o sangue derramado une os cristãos para além das suas divisões”, recordando a expressão do Papa Francisco sobre o “ecumenismo de sangue”.

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Compromisso em manter o apoio à Igreja perseguida, discriminada e necessitada

Tratando sobre sua nomeação como chefe da AIS, Koch comentou ter aceitado “esta missão com muita alegria, pois a AIS sempre esteve muito próxima do meu coração”. Ele também descreveu a fundação como uma instituição que “faz um bem imenso” e que nos lembra constantemente de quantas comunidades eclesiais vivem em situações de grande necessidade.

Reafirmando o compromisso da fundação em manter seu apoio à Igreja perseguida, discriminada e necessitada em todo o mundo, combinando oração com ajuda concreta, o purpurado sublinhou que “contribuir para esta missão é algo que me é muito importante”.

Orações e reflexões sobre a Fé e a Esperança diante da violência religiosa

Ao longo desta peregrinação, os participantes refletiram sobre como a fé, a ajuda concreta e o acompanhamento pastoral continuam sendo fontes de esperança para as comunidades sujeitas à violência e à instabilidade. Uma mesa-redonda sobre o papel da Igreja em contextos de guerra, perseguição e crises humanitárias foi realizada. Também foram feitas orações pelas vítimas de perseguição e violência em países nos quais as comunidades cristãs sofrem discriminação, deslocamento forçado, sequestro e violência por conta de sua Fé. (EPC)

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