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São Quirino de Sescia

São Quirino de Sescia, bispo de Siszeck, na atual Hungria, foi jogado num rio com uma pedra de moinho atada ao pescoço. Sua memória é celebrada no dia 4 de junho.

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Redação (04/06/2026 09:54, Gaudium Press) São Quirino, bispo e mártir, é uma das grandes testemunhas da fé dos primeiros séculos do cristianismo. Morreu por volta do ano 308, durante a terrível perseguição do imperador Diocleciano — considerada a mais violenta e sistemática contra os cristãos —, seu nome foi perpetuado por grandes escritores da Igreja, como Santo Ambrósio, Prudêncio e, especialmente, São Jerônimo.

Natural da região do Danúbio, São Quirino era bispo de Siscia (atual Sisak, na Croácia). Quando soube que havia ordem de prisão contra ele, não fugiu. Foi capturado após breve perseguição e levado perante o magistrado Máximo.

O diálogo corajoso diante do poder romano

O magistrado, tentando intimidá-lo, disse que ninguém podia resistir ao poder do imperador e que seu Deus não poderia ajudá-lo naquela situação. A resposta de São Quirino foi firme e serena:

 “Deus está sempre conosco e pode nos ajudar em qualquer momento. Ele estava comigo quando fui preso e está comigo agora. É Ele quem me fortalece e quem fala pela minha boca.”

Máximo insistiu para que o bispo oferecesse incenso aos deuses pagãos, ameaçando-o com torturas e uma morte cruel. O santo respondeu que, para ele, os sofrimentos e a própria morte seriam glória. Enquanto era espancado, o magistrado ainda tentou seduzi-lo, prometendo fazê-lo sacerdote de Júpiter caso cedesse.

São Quirino, porém, declarou com coragem:

 “Aqui e agora exerço o meu sacerdócio, ao oferecer-me a Deus.”

E acrescentou, voltando-se aos que assistiam:

 “Eu vos agradeço pelos golpes; eles não me causam dano. De bom grado suportaria coisa ainda pior, para dar ânimo a todos os que fazem parte do meu rebanho, a fim de que me sigam por este caminho até a vida eterna.”

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O martírio nas águas do rio Raab

Como Máximo não tinha autoridade para condená-lo à morte, enviou São Quirino ao governador Amâncio, da província da Panônia Prima, na atual Hungria. O santo foi conduzido até a cidade de Sabaria (hoje Szombathely).

Amâncio, ao ler o relatório, interrogou o bispo. Quirino reafirmou sua fé sem hesitar:

“Confessei o verdadeiro Deus em Siscia e aqui farei o mesmo, porque nunca adorei outro. A Ele eu levo no coração e nenhum homem na terra pode separá-Lo de mim.”

Mesmo impressionado com a dignidade daquele ancião, o governador o condenou. Foi amarrada uma pedra pesada ao pescoço de São Quirino e ele foi lançado nas águas do rio Raab.

Os cristãos que estavam presentes testemunharam um fato impressionante: o mártir não afundou imediatamente. Enquanto submergia lentamente, ele continuava rezando e pronunciando palavras de encorajamento ao seu rebanho, fortalecendo a fé daqueles que assistiam ao seu sacrifício.

O corpo de São Quirino foi resgatado pelos cristãos rio abaixo. No século V, quando os bárbaros invadiram a Panônia, os fiéis fugiram levando consigo as relíquias do santo. Elas foram levadas para Roma e depositadas na famosa Catacumba de São Sebastião. Em 1140, foram trasladadas para a Basílica de Santa Maria em Trastevere, onde parte delas se encontra até hoje.

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