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Papa Leão XIV no Ângelus: a festa de Deus é a nossa festa

Na Solenidade da Santíssima Trindade, que é a festa de Deus e também nossa, o Papa Leão lembrou aos fiéis, reunidos para a oração do Angelus, que a vida do Deus Trino “traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto”.

Foto: Vatican Media

Foto: Vatican Media

Redação (31/05/2026 10:37, Gaudium Press) Neste domingo, dia da Solenidade da Santíssima Trindade, na oração do Ângelus, o Papa Leão XIV convidou os fiéis a repensarem o caminho percorrido, a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo.

A Solenidade da Santíssima Trindade é celebrada uma semana após o Pentecostes e representa o coração da fé cristã. Para o Papa Leão XIV, esta é “a festa de Deus que é também a nossa festa”, uma oportunidade de voltar à fonte de toda a vida cristã: “a vida de Deus que se entregou a nós em Jesus Cristo”.

Essa vida divina não é estática. Ela é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que se expande no mundo pela ação do Espírito Santo. A Igreja, por sua vez, torna-se no mundo um sinal visível dessa comunhão divina — “um espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam”.

Nicodemos em busca da luz

Durante a reflexão, o Santo Padre destacou a figura de Nicodemos, uma grande personalidade de Israel, que se sentiu profundamente atraído por Jesus e “ansioso por conhecer melhor este misterioso Mestre e de fazer-lhe algumas perguntas”. Ele foi encontrar Jesus à noite, simbolizando a busca interior e, muitas vezes, hesitante.

O Senhor o recebeu e revelou a profundidade do amor do Pai: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Nicodemos descobriu que uma vida nova é possível.

Leão XIV enfatizou que o Mistério de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo não é algo distante ou complicado. Assim como Nicodemos se sentiu acolhido junto de Jesus, nós também podemos nos sentir “em casa junto de Jesus. A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito”.

Com efeito, “a Trindade leva-nos a amar tudo e todos”, afirmou o Papa. Cada criatura e cada pessoa “foi feita para a comunhão, a relação e ao encontro”. Pelo contrário, as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez”.

O Espírito que transforma os corações

Nicodemos aparece mais tarde, no Evangelho, como alguém que, mesmo sendo membro do Sinédrio, defende uma atitude de escuta e discernimento quando Jesus é julgado injustamente. Ele recusa a condenação precipitada e pede que seus pares ouçam antes de julgar.

Para o Papa, essa postura nasce da ação do Espírito de comunhão, recebida de Deus, por intermédio do próprio Cristo, que abre o coração à nova verdade e à verdadeira novidade. Leão XIV alertou contra o risco do fechamento e da amargura: “Quem não acolhe este Espírito envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração”.

E concluiu, dirigindo-se “à Virgem Maria que no seu ‘sim’ à Vontade divina floresça também o nosso ‘sim’ ao amor da Santíssima Trindade”.

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