Gaudium news > Maria, Mãe da Igreja

Maria, Mãe da Igreja

“Se a mãe é a rainha do lar, a rainha é a mãe do povo. Assim, Nossa Senhora é Rainha da Igreja, ou seja, sua Mãe, e dela cuida – seja de modo coletivo, enquanto instituição, seja individualmente, junto a cada um de seus membros – com todo o carinho da melhor das mães e a força da mais poderosa das rainhas”.

Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

Redação (25/05/2026 10:12, Gaudium Press) Todo ano, na segunda-feira seguinte ao Pentecostes, a Igreja Católica celebra a memória de Maria, Mãe da Igreja. Esta festa, relativamente recente no calendário litúrgico, expressa um título antigo e profundo que os cristãos sempre atribuíram à Virgem Maria.

A instituição da celebração

A celebração foi instituída oficialmente em 2018 pelo Papa Francisco, por meio de um decreto do então Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O documento determina que a memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na segunda-feira após Pentecostes e que seja celebrada todos os anos.

A data escolhida não é aleatória: logo após o Pentecostes, quando a Igreja nasce publicamente pela ação do Espírito Santo, recorda-se aquela que foi presença materna constante junto aos apóstolos, reunidos em oração no Cenáculo.

O sentido do título “Mãe da Igreja”

O título de Mãe da Igreja não é uma novidade moderna. Ele já estava presente no sentir eclesial desde os primeiros séculos, especialmente nas palavras de dois grandes Padres da Igreja:

– Santo Agostinho afirmava que Maria é mãe dos membros de Cristo, porque cooperou com sua caridade na regeneração dos fiéis na Igreja.

– São Leão Magno completava a ideia, dizendo que o nascimento da Cabeça (Jesus) é também o nascimento do Corpo (a Igreja). Por isso, Maria é ao mesmo tempo Mãe de Cristo, Filho de Deus, e Mãe dos membros de seu Corpo Místico.

Essas considerações derivam diretamente da maternidade divina de Maria e de sua íntima união com a obra da Redenção, que alcançou o ponto mais alto aos pés da cruz, quando Jesus a entregou como mãe ao discípulo amado — e, por meio dele, a toda a Igreja.

Antecedentes no Magistério

Embora a festa seja de 2018, o título tem raízes profundas:

– Em 21 de novembro de 1964, na conclusão da terceira sessão do Concílio Vaticano II, o Papa São Paulo VI proclamou solenemente Maria “Mãe da Igreja”. Na ocasião, o Pontífice afirmou que ela é “Mãe de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que a invocam como Mãe amorosa”.

– Papas anteriores, como Bento XIV e Leão XIII, já haviam utilizado o título em seu magistério.

– Expressões equivalentes — como Mãe dos discípulos, Mãe dos crentes e Mãe de todos os que renascem em Cristo — são usadas desde os tempos mais antigos da tradição cristã.

O mosaico na Praça São Pedro

Desde 1981, na Praça de São Pedro, um belo mosaico recorda essa devoção. Inspirado na Madonna della Colonna (Madona da Coluna), imagem que estava na antiga Basílica Constantiniana, o mosaico foi colocado ali para honrar Maria como Mater Ecclesiae (Mãe da Igreja).

Além da imagem da Virgem, o mosaico traz o brasão de armas e o lema de São João Paulo II: Totus Tuus (“Todo teu”), expressão que resume a consagração total do santo Papa à Virgem Maria.

Deixe seu comentário

Notícias Relacionadas