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Ataque e sequestros em escolas na Nigéria: apelo do bispo por orações e ação governamental

“Rezem pela libertação das pessoas sequestradas nas escolas de Ogbomoso”, pediu aos fiéis Dom Emmanuel Adetoyese Badejo, bispo de Oyo, no sudoeste da Nigéria.

Foto: screenshot/ Facebook

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Redação (20/05/2026 15:00, Gaudium Press) Uma onda de violência aterrorizante contra instituições educacionais no sudoeste da Nigéria gerou comoção nacional e internacional. O ponto alto foi o sequestro em massa ocorrido em 15 de maio passado, na área de Ahoro-Esinele, no distrito de Oriire, próximo a Ogbomoso, no estado de Oyo. Homens armados invadiram várias escolas, deixando um rastro de medo, mortes e dezenas de pessoas desaparecidas.

Os ataques coordenados atingiram a Escola Batista de Educação Infantil e Primária em Yawota, a Community Grammar School em Esiele e a LA Primary School. Segundo relatos, os criminosos chegaram em motos, abriram fogo e levaram alunos de idades variadas — de crianças pequenas de 2 a 16 anos —, professores e até a diretora de uma das escolas. Estima-se que cerca de 39 alunos e 7 professores foram sequestrados. Durante a ação, pelo menos duas pessoas foram mortas, incluindo um professor de matemática, Michael Oyedokun, que teve a morte confirmada posteriormente, com vídeos chocantes circulando nas redes sociais.

Apelo do bispo por orações e ação governamental

Diante da gravidade da crise, o bispo católico de Oyo, Dom Emmanuel Adetoyese Badejo, fez um forte apelo à comunidade católica. Em comunicado divulgado nos dias seguintes ao ataque, ele pediu que a intenção pela libertação segura dos reféns seja incluída em todas as Missas, orações e na Novena ao Espírito Santo.

“Rezemos pela libertação dos reféns sequestrados nas escolas de Ogbomoso”, afirmou o bispo. Ele estendeu o pedido para além da esfera espiritual, rogando sabedoria, discernimento e coragem aos líderes governamentais para proteger a população de forma rápida e eficaz.

Dias após o sequestro, em 17 de maio, vídeos comoventes foram divulgados nas redes sociais. Neles, a diretora sequestrada e professores aparecem suplicando por intervenção federal e estadual. Uma professora que era mãe recente também apareceu em imagens angustiantes, implorando resgate enquanto estava com o bebê no cativeiro. Infelizmente, a confirmação da morte de um professor em cativeiro aumentou o desespero das famílias.

O governador do estado de Oyo, Seyi Makinde, tem acompanhado o caso de perto, condenando a violência e coordenando operações de resgate. O presidente Bola Tinubu também manifestou repúdio à morte do professor.

Analistas e autoridades ligam essa escalada no sudoeste a deslocamentos de grupos armados. A pressão militar contra extremistas no nordeste nigeriano pode estar empurrando elementos para outras regiões, incluindo o sudoeste, antes considerado mais estável.

Protestos de professores e impacto na educação

Em 19 de maio, professores de Ogbomoso realizaram protestos que paralisaram atividades escolares, exigindo proteção imediata para as instituições de ensino. Membros do sindicato dos professores e outras entidades participaram, destacando o medo generalizado no setor educacional. O governo estadual ordenou o fechamento temporário das escolas afetadas para garantir a segurança.

O incidente gerou pânico adicional na região, com boatos de novos ataques sendo desmentidos pela polícia, mas revelando o alto nível de tensão.

A Nigéria enfrenta há anos uma onda de sequestros por resgate, especialmente em escolas. No sudoeste, antes visto como relativamente seguro, o fenômeno indica uma expansão geográfica da criminalidade organizada, alimentada por banditismo, fragilidade institucional e desafios socioeconômicos.

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