Temos uma promessa!
Após presenciarem tantos fatos grandiosos realizados por Nosso Senhor, os Apóstolos ouviram dentro de si uma promessa.

Foto: wikipedia
Redação (17/05/2026 07:57, Gaudium Press) Na Solenidade da Ascensão do Senhor, temos um ensinamento importantíssimo para os dias atuais. A afirmação feita por Jesus aos seus Apóstolos — de que não lhes cabe saber os momentos determinados pelo Pai (cf. At 1,7) — é deveras aplicável para nossos dias.
Uma ideia equivocada a respeito de Nosso Senhor?
Chama a atenção que os Apóstolos, mesmo tendo convivido tanto tempo com Jesus Cristo, desde o início de sua vida pública até o momento de sua Ascensão, ainda possuíam uma ideia equivocada a respeito do Mestre. Apesar de inúmeros milagres, desde um cego que retoma as vistas até a ressurreição de Lázaro, eles ainda tinham em mente a ideia de um libertador que vinha romper o jugo opressor do povo de Israel; por isso, perguntaram a Nosso Senhor: “Senhor, é agora que vais restaurar o reino em Israel?” (At 1,6)
Entretanto, Ele não contradiz os discípulos, nem refuta de forma violenta seu anseio de um poderio ostensivo na face da Terra. Ao invés disso, responde: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade” (At 1,7). É uma clara alusão a que algo do que desejavam de fato se realizaria, mas no tempo estabelecido pela vontade divina. Esse seria o momento em que a onipotência de Deus manifestar-se-ia com todo o seu vigor por meio da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Haveria, então, um só rebanho, sob a égide de um só pastor, e a autoridade de Cristo se exerceria fulgurantemente, com reflexos inclusive na vida social.
Promessa de um Messias
É compreensível que, depois de terem presenciado tantos fatos grandiosos, aqueles que seguiam o Deus feito Homem sentiam dentro de si a promessa de que o Messias teria o inteiro domínio sobre o mundo. Todavia, interpretaram essa moção da graça com um horizonte pequeno. Aquela promessa lhes falava de novos céus e eles só viam esta velha terra: tão grande, é verdade, mas tão minúscula diante do que lhes era vaticinado. Tal curteza de vistas, entretanto, não anula a autenticidade da promessa, pois Nosso Senhor não apenas restauraria o reino em Israel, mas instauraria no mundo inteiro um novo domínio, superior a todos os outros, passados ou porvindouros.
O que se exigia deles, então? A espera. Quão difícil é confiar em uma promessa quando o curso dos acontecimentos segue o caminho oposto daquilo que esperamos. O caminho aparente oposto, a bem dizer.
Nós também recebemos uma promessa
Neste tempo, também nós fomos objeto de uma promessa. Quando Nossa Senhora apareceu em Fátima aos três pastorinhos, disse-lhes: “Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará”.
Devemos ter plena confiança de que a promessa da Santíssima Virgem se realizará. Quando? Ainda não nos cabe saber os momentos determinados pelo Pai, mas o caos generalizado pelo mundo, com tantas “metástases”, não seriam um diagnóstico de fase terminal, que exigem como única solução uma intervenção de Deus?
Em todo caso, a continuação da resposta de Nosso Senhor aos Apóstolos ganha especial relevância: “Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8). Ele faz aqui menção claríssima ao episódio de Pentecostes. Sem essa nova infusão de graças, seria impossível aos Apóstolos cumprirem plenamente suas missões.
É mister notar, entretanto, que, antes da descida do Espírito Santo no Cenáculo, eles se encontravam junto a Nossa Senhora, e certamente foi a rogos d’Ela que esse Dom lhes foi alcançado. De maneira semelhante, devemos estar estreitamente unidos a Maria Santíssima, sobretudo, neste tempo cada vez mais caótico e menos católico em que vivemos. Com Ela e através d’Ela obteremos o cumprimento da promessa de Fátima e poderemos participar do triunfo de seu Imaculado Coração.
Por Kaio Calixto





Deixe seu comentário