Audiência Geral: Virgem Maria, o modelo perfeito daquilo que a Igreja é chamada a ser
Nesta quarta-feira, Leão XIV deu continuidade ao seu ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II, dedicando-se, nesta semana, ao último capítulo da Lumen Gentium, que trata da Virgem Maria, “membro eminente e inteiramente singular da Igreja, figura e modelo perfeitíssimo na fé e na caridade”.

Foto: Vatican Media
Redação (13/05/2026 09:44, Gaudium Press) Neste dia 13 de maio, data em que a Igreja celebra a Nossa Senhora de Fátima, o Papa Leão XIV parou para rezar no local exato onde, há 45 anos, São João Paulo II foi gravemente ferido por um atentado. A poucos passos da Porta de Bronze, na esplanada da Praça São Pedro, uma placa de mármore branco marca o ponto onde o Papa polonês foi atingido por tiros no abdômen, no braço e na mão.

Foto: Vatican Media
Leão XIV desceu da papamóvel, ajoelhou-se em silêncio diante da placa incrustada no pavimento e colocou a mão sobre o brasão de Karol Józef Wojtyła. O gesto foi acompanhado por milhares de fiéis.
Ao final da catequese, dirigindo-se aos peregrinos de língua inglesa, o Pontífice lembrou o duplo significado da data: “Hoje comemoramos a Virgem de Fátima. Há 45 anos, neste mesmo dia, um atentado foi perpetrado contra a vida do Papa João Paulo II. Por isso, dediquei a catequese de hoje à Bem-aventurada Virgem Maria”.
Maria, modelo, membro e mãe da Igreja
Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, Leão XIV refletiu sobre o último capítulo da Constituição dogmática Lumen Gentium, dedicado à Virgem Maria.
O Papa destacou que, em Maria, reconhecemos ao mesmo tempo o modelo, o membro por excelência e a mãe de toda a Igreja.
“Ela é o modelo perfeito daquilo que toda a Igreja é chamada a ser”, explicou. Ao se deixar plasmar pela graça, acolhendo o dom de Deus com fé e amor virginal, Maria tornou-se “criatura da Palavra do Senhor e mãe dos filhos de Deus, gerados na docilidade à ação do Espírito Santo”.
Além de modelo perfeito, Maria é a crente por excelência e membro eminente da comunidade eclesial. E, porque “gera filhos no Filho, amados no Amado eterno que veio entre nós, Maria é mãe de toda a Igreja”.
O Pontífice ressaltou que nela se realiza o duplo movimento de descida e ascensão: a eleição gratuita por parte de Deus e o livre consentimento da fé n’Ele. Por isso, Leão XIV a chamou de “a mulher ícone do Mistério” — isto é, do desígnio divino de salvação, oculto outrora e plenamente revelado em Jesus Cristo.
Cooperação única na Redenção
O Papa lembrou que Jesus Cristo é o único Mediador da salvação, mas Maria cooperou de modo absolutamente singular na obra do Salvador “pela sua obediência, fé, esperança e ardente caridade, para restaurar nas almas a vida sobrenatural”, tornando-se Mãe na ordem da graça.
Em Maria, a Igreja contempla o próprio mistério: nela encontra sua origem, seu modelo e sua pátria. “A Igreja contempla em Maria o arquétipo, a figura ideal daquilo que ela própria é chamada a ser”, afirmou.
Um convite à conversão
Ao final da catequese, Leão XIV propôs aos fiéis um exame de consciência através do exemplo de Nossa Senhora:
– Vivo com fé humilde e ativa minha pertença à Igreja?
– Reconheço nela a comunidade da aliança que Deus me concedeu para corresponder ao seu amor infinito?
– Sinto-me parte viva da Igreja, em obediência aos pastores designados por Deus?
– Olho para Maria como modelo, membro excelente e mãe da Igreja, e peço-lhe que me ajude a ser discípulo fiel do seu Filho?
O Papa concluiu convidando todos a pedir a intercessão da Virgem para que cresça em cada um o amor à Igreja.




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