Dioceses nigerianas sofrem com violência e perseguição religiosa
Somente na Diocese de Wukari, mais de 200 igrejas foram destruídas, mais de 100 pessoas foram mortas e mais de 98 mil habitantes locais foram obrigadas a abandonar suas casas.
Foto: Pixabay/Ruali.
Nigéria – Wukari (12/05/2026 12:37, Gaudium Press) Através de um relatório publicado ao final da terceira Assembleia Geral da Diocese de Wukari, foram divulgados dados impactantes sobre a violência que assola o Estado de Taraba, localizado no nordeste da Nigéria. Segundo o comunicado, desde setembro do ano passado, mais de 98 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas e vilarejos, incluindo 16 sacerdotes.
Mais de 200 templos católicos destruídos e mais de cem mortos
Além disso, 217 igrejas e as moradias de oito sacerdotes foram completamente destruídas. Estima-se que mais de 100 pessoas tenham sido mortas. Entre as igrejas recentemente atacadas está a de São Tiago Maior, em Adu, no distrito de Takum. Um incêndio, considerado acidental, até o momento, danificou gravemente a Catedral de Santa Maria de Wukari no dia 4 de março.
A violência está presente em diversas áreas, sobretudo no distrito de Chanchanji, na área do governo local de Takum, e também em Ussa e Donga. Acredita-se que esses ataques contra comunidades agrícolas estão sendo cometidos por gangues de pastores Fulani que visam aldeias predominantemente cristãs. Após arrasarem casas, igrejas e outras propriedades, os agressores muitas vezes ocupam ilegalmente as terras, após forçarem os habitantes a fugir.
Mais de 90 mil cristãos foram forçados a deixar suas casas
Em fevereiro, o clero das Dioceses de Wukari e Jalingo foi às ruas cobrando uma intervenção imediata do governo, para deter a onda de assassinatos, sequestros e destruição que tem afetado as comunidades agrícolas cristãs. Na ocasião, a Diocese de Wukari relatou que mais de 80 pessoas foram mortas, muitas outras ficaram feridas, mais de 200 comunidades e igrejas foram destruídas e mais de 90 mil cristãos foram forçados a deixar suas casas.
Esses números aumentaram pouco menos de três meses depois, apesar dos apelos insistentes às autoridades para que restabeleçam a segurança das populações das áreas afetadas. De acordo com dados levantados pelas Dioceses nigerianas, o país enfrenta uma grave crise de segurança, incluindo massacres em vilarejos e igrejas, causando insegurança alimentar para quase 31 milhões de habitantes. (EPC)






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