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Milagre de São Gennaro se repete em Nápoles

Às 17h03, do dia 2 de maio, um lenço branco foi agitado sinalizando que o sangue havia se liquefeito. O público presente recebeu o anúncio com calorosos aplausos.

Milagre de Sao Gennaro se repete em Napoles

Nápoles – Itália (04/05/2026 12:25, Gaudium Press) No início da tarde do último sábado, 2 de maio, milhares de fiéis reunidos na Catedral de Nápoles, Itália, presenciaram a repetição do milagre da liquefação do sangue de São Gennaro. Às 17h03, um lenço branco foi agitado sinalizando que o sangue havia se liquefeito. O anúncio foi recebido com calorosos aplausos do público presente.

Logo depois, as relíquias, o busto de São Gennaro e os bustos dos santos padroeiros foram levados em procissão até a Basílica de Santa Clara. Seguindo uma tradição, retomada após 50 anos, o relicário foi conduzido por 16 bombeiros. A procissão liderada pelo Cardeal foi acompanhada por numerosos fiéis napolitanos, pelo Prefeito Michele di Bari, pelo Vice-Governador Mario Casillo e pelo Prefeito Gaetano Manfredi.

Um milagre de Fé e identidade para Nápoles

“É um milagre de Fé e identidade para a nossa cidade. Um momento de união e uma mensagem de paz para o mundo. A visita do Papa, daqui a alguns dias, selará ainda mais este grande pacto de Fé entre Nápoles e seu santo padroeiro, que para os napolitanos representa um dos momentos fundadores”, afirmou o prefeito. Ao final da procissão, o Arcebispo de Nápoles, Cardeal Domenico Battaglia, reiterou seu apelo à paz, destacando a vocação da cidade, especialmente à luz da visita do Papa Leão XIV.

Em sua homilia, o purpurado destacou que “Nápoles não é chamada a ser poderosa, mas profética; não a dominar, mas a testemunhar; não a impor, mas a servir. E é chamada a ser uma cidade de paz, não por meio da retórica, mas por meio da responsabilidade. Isto não é uma procissão, é um povo que parte novamente, uma Igreja que se recusa a ficar parada, uma comunidade que se recusa a ser espectadora da história, mas escolhe vivê-la, sofrê-la, redimi-la”.

Nápoles é chamada a ser uma cidade de paz

“Enquanto caminhamos, um tempo de graça se abre para nós, porque nossa cidade se prepara para receber o Papa Leão XIV. E recebê-lo significa nos lembrar que não somos um povo disperso, mas uma Igreja guardada dentro de uma promessa viva”, disse. Ele também frisou que Nápoles “é chamada a ser uma cidade de paz” e essa paz “começa no coração, nos lares, nos abraços que vêm depois do conflito, nos lugares que habitamos todos os dias”.

Por fim, ele sublinhou que “a paz começa quando não nos afastamos, quando a dor de uma pessoa se torna responsabilidade de todos, quando ninguém é um estranho e ninguém é rejeitado, quando as ruas se tornam espaços de fraternidade e não de indiferença, quando aqueles que caíram encontram alguém para os levantar. A paz começa quando uma cidade escolhe não ter medo da sua própria humanidade, mas habitá-la plenamente, e então sim, Nápoles também poderá ser verdadeiramente uma cidade de paz, sob o olhar e o testemunho de São Gennaro”. (EPC)

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