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Número de conversões entre adultos aumenta, mas Catolicismo diminui em 21 países

Em 12 dos 24 países pesquisados, a maior parte da população foi criada na religião católica.

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Redação (27/04/2026 15:52, Gaudium Press) O fenômeno do aumento das conversões de adultos tem representado uma excelente notícia e trazido um ar fresco para a Igreja Católica. No entanto, essa realidade positiva não esconde o progresso do abandono da fé católica em amplos setores da sociedade. Os abandonos são como ramos que já não recebem mais a seiva vital e acabam secando, enquanto novas ramos verdes surgem onde menos se esperava.

Uma nova pesquisa do Pew Research Center, divulgado em 23 abril e baseado em pesquisas realizadas em 24 países (incluindo os Estados Unidos), revela um quadro preocupante sobre a pertença à Igreja Católica. Em termos globais, em 21 dos 24 países analisados, o número de pessoas que abandonaram o Catolicismo superou o número daquelas que se uniram a ele.

Quem deixa a Igreja Católica tende a migrar para o protestantismo ou a se desvincular completamente de qualquer religião. A desvinculação religiosa total (ateus, agnósticos ou “sem religião”) é especialmente comum em partes da Europa e da América Latina. No Chile, por exemplo, 19% dos adultos que foram criados como católicos hoje se identificam como ateus, agnósticos ou sem filiação religiosa. Já em países como Quênia, Brasil, Gana, Nigéria e Filipinas, os ex-católicos têm mais probabilidade de ir ao protestantismo do que de abraçar a descrença.

Os ex-católicos representam 10% ou mais da população total em 15 dos países pesquisados. Na Itália — nação que por séculos foi o coração da Cristandade —, 22% dos adultos afirmaram ter sido criados na fé católica, mas já não se identificam mais com ela. Apenas 1% adicional de quem não foi criado católico declarou ter se convertido. Resultado: uma perda líquida de 21% da população italiana por causa da mudança religiosa, um número alarmante.

Nos Estados Unidos, o quadro também é expressivo: 30% dos adultos disseram ter sido criados na fé católica, mas apenas 17% continuam sendo católicos hoje. Com um adicional de 2% de conversões de fora, o total de adultos americanos que se identificam como católicos fica em torno de 19%.

Onde o Catolicismo resiste

Apesar do panorama geral negativo, os católicos ainda constituem a maioria da população em 8 dos 24 países analisados: Polônia (92%), Filipinas (80%), Itália (69%), México (67%), Peru (67%), Hungria (63%), Colômbia (60%) e Argentina (58%).

A Polônia é o caso mais notável de resistência: 96% dos adultos foram criados católicos e 92% ainda se identificam com a Igreja — apenas 4% afirmam tê-la abandonado. A Hungria também apresenta uma diminuição relativamente contida: 57% da população se identifica como católica de longa data e apenas 2% afirma ter deixado a Igreja.

O protestantismo ganha terreno, especialmente na América Latina

No entanto, ao contrário do Catolicismo, o protestantismo registrou um aumento líquido devido às conversões em quase tantos países quanto aqueles em que houve perdas líquidas. A maior parte desses ganhos ocorre na América Latina.

O caso mais chamativo é o Brasil: 15% dos adultos declararam ter se convertido ao protestantismo, contra apenas 6% que o abandonaram. A grande maioria dos novos protestantes brasileiros eram ex-católicos. Por outro lado, quem abandona o protestantismo tende a se tornar “sem religião”.

Os dados do Pew Research Center confirmam uma tendência que a Igreja não pode ignorar: a fé católica é transmitida com crescente dificuldade. As gerações criadas no relativismo e no secularismo se afastam em massa dela.

Um chamado à evangelização autêntica

Diante desse cenário, o remédio não está na acomodação ao mundo moderno, mas na evangelização corajosa, no testemunho coerente de vida e na transmissão íntegra da doutrina de sempre. As conversões adultas que vêm acontecendo são um sinal de esperança, mas não podem mascarar a sangria silenciosa que enfraquece a Igreja em muitos países.

O estudo serve como um alerta urgente: sem uma renovação profunda na catequese, na vida sacramental e na formação das famílias, as perdas podem continuar se agravando. Ao mesmo tempo, as “ramos verdes” que surgem inesperadamente mostram que o Espírito Santo continua agindo — e que a Igreja, quando fiel à sua missão, ainda atrai corações que procuram a verdade.

Com informações Infocatólica

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