“A vida de Bento XVI foi um exemplo de esperança”, afirma Cardeal Koch
O Prefeito do Dicastério para a Unidade dos Cristãos presidiu uma Santa Missa na Basílica de São Pedro, em comemoração pelo aniversário de 99 anos do nascimento de Joseph Ratzinger.
Cidade do Vaticano (17/04/2026 10:16, Gaudium Press) Na tarde da última quinta-feira, 16, o Cardeal Prefeito do Dicastério para a Unidade dos Cristãos, Dom Kurt Koch, presidiu uma Santa Missa Solene na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em comemoração pelo aniversário de 99 anos do nascimento de Joseph Ratzinger/Papa Bento XVI (ocorrido no dia 16 de abril de 1927).
Suportar a amarga experiência de abandono por Deus
Em sua homilia, o purpurado recordou que Ratzinger nasceu em um Sábado Santo, ou seja, um dia “sombrio”, “o dia do ocultamento e silêncio de Deus na história humana”. Mas também foi um desafio para os olhos da Fé que sabem contemplar a Ressurreição, mesmo nas situações mais terríveis da história, como fez ao longo de sua vida o teólogo, Arcebispo e Cardeal chamado à Cátedra de Pedro em 2005.
Cardeal Koch ressaltou que a geração que cresceu na mesma época que Joseph Ratzinger teve que suportar uma “amarga experiência de abandono por Deus”. Após as duas guerras mundiais, os campos de concentração e os gulags, Hiroshima e Nagasaki, aquela época se tornou cada vez mais um Sábado Santo, no qual a escuridão do dia desafia todos aqueles que se questionam sobre a vida.
Agradecer a Deus pelo dom deste “grande testemunho de Fé
Segundo o prefeito do Dicastério Vaticano, essa escuridão também nos desafia, pois “também temos algo a ver com essa escuridão”. E esse desafio foi encarado por Joseph Ratzinger com os olhos da Fé Cristã, uma luz que revela “sua força de forma mais evidente justamente quando as coisas não estão claras”, pois “brilha com força nas trevas”.
“Necessitamos de tais intérpretes do nosso tempo, guiados pela luz da Fé, também na nossa época atual com seus terríveis acontecimentos, que, por sua vez, nos fazem sentir o lado sombrio do Sábado Santo”, comentou. A própria vida de Bento XVI foi um exemplo de esperança pelo qual devemos agradecer a Deus pelo dom deste “grande testemunho de Fé e ilustre mestre da Fé na Cátedra de Pedro”, concluiu. (EPC)







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