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Florescente missão da Congregação da Santa Cruz em Papua Nova Guiné

Missas, adoração eucarística, rosários e catequese renovam a fé e a vida sacramental nas paróquias e capelas.

Foto: Vatican News

Foto: Vatican News

Redação (15/04/2026 09:34, Gaudium Press) A Congregação de Santa Cruz iniciou, há dois anos, um caminho de discernimento e preparação que culminou em março de 2025, durante o Ano Jubilar, com a fundação de sua primeira missão estrangeira em várias décadas: a Missão da Sagrada Família, na Diocese de Bougainville, em Papua Nova Guiné.

Durante esse período de preparação, o próprio Papa Francisco visitou Papua Nova Guiné entre os dias 6 e 9 de setembro de 2024, como parte de sua viagem apostólica pela Ásia e Oceania. Com o mesmo espírito de ir às periferias, a Congregação de Santa Cruz se aventurou como peregrina cheia de esperança nesse país distante.

As paróquias ganham vida

Embora os sete missionários pioneiros da Congregação já celebrem um ano de presença em Bougainville, eles atuam diretamente nas comunidades paroquiais há apenas nove meses, após um período inicial de orientação e imersão cultural com a diocese local.

Os frutos, no entanto, já são visíveis e animadores. A vida floresce em toda a paróquia enquanto os religiosos acompanham o Povo de Deus com renovada esperança. As igrejas, que antes ficavam meio vazias, agora estão cheias ou até transbordando nos domingos.

As capelas, que permaneciam praticamente inativas durante a semana, hoje ecoam com música e orações todos os dias: missas, adoração eucarística e terços são rezados com fervor. Graças a uma catequese e evangelização renovadas, centradas em Jesus Cristo, mais pessoas têm se aproximado dos sacramentos, como o Batismo, a Reconciliação e o Matrimônio.

Os líderes leigos estão se engajando em novos ministérios e em programas de serviço comunitário. Nas escolas paroquiais, professores e alunos iniciaram o ano letivo com um novo senso de propósito e energia.

Tudo isso pode ser visto como o cumprimento vivo das Constituições da Congregação, que afirmam: “onde quer que a Congregação nos envie por meio de seus superiores, vamos como educadores na fé àqueles cuja sorte compartilhamos, apoiando homens e mulheres de graça e boa vontade em todos os lugares em seus esforços por formar comunidades do Reino que vem” (C 2:12).

Um ano missionário extraordinário

Esse renovado fervor missionário não se limitou às fronteiras de Bougainville. Coincidindo com a fundação da nova missão, a Congregação declarou um Ano Missionário Extraordinário, sob o lema “Esperança mais além das fronteiras”.

O objetivo era inspirar todas as jurisdições, ministérios e apostolados da Santa Cruz não apenas a refletir sobre como realizam sua missão, mas também a buscar a orientação do Espírito Santo para discernir novos caminhos em seu trabalho missionário. E o resultado tem sido positivo: o fervor se espalha, impulsionado pelos ventos do Espírito Santo.

Crescimento do zelo missionário

Em apenas um ano, tanto a Missão da Sagrada Família quanto o Ano Missionário conquistaram o coração da Congregação, revitalizando seus membros e reavivando seu carisma missionário de dar a conhecer, amar e servir a Deus.

Os membros mais jovens expressam agora maior abertura e desejo de servir em um país diferente do seu. Até alguns religiosos mais idosos se contagiaram com esse espírito: muitos afirmam que, se tivessem 20 ou 30 anos a menos, se ofereceriam de bom grado para seguir os passos de Jesus nessa nova missão em terra estrangeira.

A nova missão em Papua Nova Guiné também inspirou as Províncias da Congregação a explorar novas oportunidades missionárias no exterior. Isso é especialmente verdadeiro nas Províncias da África e da Ásia, que, reconhecendo o dom recebido de gerações passadas de missionários que levaram o Evangelho até elas, agora desejam, em gratidão, levar o mesmo Evangelho a outros povos.

Exemplos concretos já surgem: a Província da África Oriental está finalizando planos para enviar três sacerdotes para o trabalho pastoral na Irlanda, atendendo ao chamado de um bispo local. Os Irmãos de Santa Cruz em Gana dialogam com bispos sobre possíveis missões no país vizinho Burkina Faso. Já as Províncias asiáticas criaram comitês para estudar novas oportunidades ministeriais, tanto nas periferias de suas regiões quanto em outros países, sempre em colaboração com as Igrejas locais.

O zelo de dar a conhecer, amar e servir a Deus

O Beato Basile Moreau, fundador da Congregação de Santa Cruz, certamente se alegraria com esse momento. Poucos anos após fundar sua comunidade religiosa de sacerdotes, irmãos e irmãs na França, no início do século XIX, ele já os enviava pelo mundo afora, respondendo às necessidades expressas pela Igreja.

Para o Beato Basile Moreau, o zelo era “essa chama ardente do desejo de dar a conhecer, amar e servir a Deus, e assim salvar almas”. Ele sabia que o mundo e a Igreja de sua época precisavam desse zelo dos discípulos de Jesus. Da mesma forma, o mundo e a Igreja de hoje precisam desse mesmo fogo dos discípulos de Jesus em nossa época.

Perguntar-se onde somos mais necessários e escutar com atenção a resposta da Igreja pode nos levar ao lugar menos esperado, para além de todo tipo de fronteira. E, no entanto, o que encontramos no caminho é uma esperança que transcende fronteiras.

Com informações Vatican News

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