Leão XIV visitará dezenas de cidades localizadas em quatro países africanos
Esta viagem apostólica está programada para acontecer entre os dias 13 a 23 de abril. As nações visitadas serão Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
Redação (09/04/2026 15:25, Gaudium Press) Na manhã desta quinta-feira, 9 de abril, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, apresentou aos jornalistas a programação da longa viagem apostólica que o Papa Leão XIV realizará ao Continente Africano entre os dias 13 a 23 de abril. Durante este período, o Santo Padre visitará Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
A comitiva papal será composta pelo Cardeal Luís Antonio Tagle, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização; George Koovakad, prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso; e dois chefes eméritos de Dicastério, Peter Appiah Turkson e Robert Sarah, ambos africanos. O novo substituto, Paolo Rudelli, e alguns agostinianos também estarão presentes, mas apenas durante a etapa na Argélia.
Países que não recebem visita de um Papa há anos
Segundo o porta-voz do Vaticano, esses são lugares “que um Pontífice não visita há muitos anos” e, no caso da Argélia, “onde um Papa nunca esteve antes”. São João Paulo II visitou Camarões em 1985, como parte de uma longa peregrinação ao Continente Africano. Angola foi visitada por Wojtyla em 1992 e por Bento XVI em 2009. Já Guiné Equatorial recebeu duas visitas de São João Paulo II: a primeira em 1980 e a segunda no ano de 1982.
Durante esta viagem à África, a mais longa do seu pontificado, o Papa Leão XIV visitará quatro países durante onze dias, passando por uma dezena de cidades, onde falará quatro idiomas: inglês, francês, português e espanhol. Nesta sua terceira viagem apostólica (o Santo Padre já visitou a Turquia, o Líbano e o Principado do Mônaco), ele mergulhará em um mundo multifacetado de idiomas, culturas, histórias e tradições diversas.
Argélia: seguindo os passos de Santo Agostinho
Argélia será o primeiro país visitado pelo Papa. Esta terra ainda está impregnada pelo testemunho e legado de Santo Agostinho, o pai da ordem religiosa à qual Robert Francis Prevost pertence. Enquanto Superior Geral dos Agostinianos, ele já havia visitado por diversas vezes Argel e Annaba. Agora, retorna como Papa e peregrino a uma terra de testemunho cristão antigo e moderno.
Segundo Bruni, esta é “uma terra de grande sofrimento e também um lugar profundamente amado, cuja localização geográfica, entre o deserto e o Mar Mediterrâneo — aquele que tantos africanos tentam atravessar — dará uma oportunidade para abordar a questão da migração”. O porta-voz do Vaticano ressaltou ainda que o Pontífice fará referência ao risco de exploração de recursos por outros, sejam indivíduos ou organizações.
Camarões: uma África em miniatura
Camarões será o segundo país no itinerário do Papa. Para Bruni ali se encontra “uma África em miniatura devido à variedade e riqueza de seu território, seus recursos e suas tradições, inclusive linguísticas”. Leão XIV encontrará um país que atravessa provações complexas, como as crises no Norte e Sudoeste, ou o veneno do fundamentalismo, particularmente entre os jovens, mas também poderá observar os esforços das religiões na construção da paz.
Angola: uma força para a mudança
Os pilares da visita do Papa Leão XIV a Angola serão: paz, recursos naturais, humanos, juventude e as feridas da corrupção, da exploração e do colonialismo. “Sua esperança e alegria, garantem que esta nação da África Austral possa hoje ser considerada uma verdadeira fonte de inspiração espiritual e uma força para a mudança. Apesar de existir a tentação da tristeza e do desânimo, em Angola a Fé prevalece. Ela é o coração do cristianismo africano”.
Guiné Equatorial: recursos humanos e naturais
O último país que será visitado pelo Pontífice neste itinerário será Guiné Equatorial. Ali ele encontrará uma realidade diferente, situações e desafios diferentes. Uma área do continente rica em recursos minerais, jazidas e, ainda mais, em humanidade, culturas e línguas. A Igreja Católica reforçará seu compromisso em apoiar e construir uma cultura de paz, através dos numerosos cristãos que ali habitam. (EPC)






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