Veneração pública das relíquias de São Francisco de Assis chega ao fim
Ao longo de um mês, a exposição dos restos mortais do fundador dos Franciscanos recebeu mais de 370 mil visitantes provenientes de todo o mundo.
Assis – Itália (24/03/2026 14:36, Gaudium Press) Após receber mais de 370 mil visitantes provenientes de todo o mundo, foi encerrada no último domingo, 22 de março, a veneração pública dos restos mortais de São Francisco, que, pela primeira vez na história, permaneceram expostos durante um mês na Igreja Inferior da Basílica de São Francisco, em Assis. A iniciativa fez parte de uma série de eventos programados para celebrar os 800 anos da morte do Santo.
O amor é o único que pode mudar o mundo
O Cardeal Matteo Zuppi, Arcebispo de Bolonha e Presidente da Conferência Episcopal Italiana, celebrou a Santa Missa de encerramento na Igreja Superior da Basílica. Em sua homilia, ele destacou que os cristãos são chamados a uma “força desarmada” nascida da Ressurreição, que se opõe à morte e a tudo que leva a ela. “Nesta época que exalta a força escutemos a mensagem de paz. Quanto medo e violência já seriam desarmados se simplesmente disséssemos, ‘a paz esteja convosco’”, exortou o Cardeal.
“Não é a força que governa o mundo, porque o amor é o único que pode mudá-lo”, afirmou destacando o cerne da mensagem cristã. Referindo-se a São Francisco, sublinhou sua relevância universal, assegurando que “ele não pertence a um povo só, mas a todos e ensina um amor capaz de reconhecer cada pessoa como um irmão. É um amor humilde que não desiste e traz o mundo de volta à vida, a ponto de desarmar a morte”. Em seguida, convidou a todos para que se tornem “construtores da paz, construindo pontes onde se erguem muros e redescobrindo no Evangelho o caminho do diálogo como a única verdadeira defesa da paz”.
Veneração das relíquias de São Francisco foi um grande consolo
Tratando sobre a experiência da veneração pública das relíquias de São Francisco, o purpurado garantiu que foi “um grande consolo” para os milhares de peregrinos que foram até Assis. Diante dos restos mortais do Santo, “muitos redescobriram a força e um sentido concreto da presença de Deus na vida diária”. A santidade “não é a perfeição, mas o reflexo do amor de Deus na pobreza de nossas vidas”.
O Custódio do Sagrado Convento, Padre Marco Moroni, também teve um momento de reflexão no qual aproveitou para tratar sobre o fluxo de fiéis que foram venerar os restos mortais do pobrezinho de Assis e que se tornaram “uma fraternidade de 370 mil pessoas reunidas em torno de Francisco. “Uma fraternidade serena e orante que buscou encontrar, no sinal de ossos pobres e frágeis, todo o poder de uma vida animada pelo Espírito, que continua a dar frutos”, afirmou. (EPC)







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