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Vaticano: Véu de Verônica é exposto na Basílica de São Pedro

A ‘Sagrada Face’ foi venerada pelos devotos, que em silêncio elevaram seus olhares para o véu precioso no qual está impressa a fisionomia de sofrimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vaticano Veu de Veronica e exposto na Basilica de Sao Pedro 1

Cidade do Vaticano (23/03/2026 12:15, Gaudium Press) No final da tarde do último domingo, 22, numerosos fiéis se reuniram em oração ao redor do Baldaquino do Altar da Confissão, na Basílica de São Pedro, para presenciar a exposição do ‘Véu de Verônica’ e participar da Santa Missa presidida pelo Cardeal Mauro Gambetti.

A ‘Sagrada Face’ foi venerada pelos devotos, que em silêncio elevaram seus olhares para o véu precioso no qual está impressa a fisionomia de sofrimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sobretudo neste tempo litúrgico da Quaresma, nos recorda o sangue por Ele derramado manifestando Sua profunda compaixão por cada um de nós.

Contraste entre a vida de Nosso Senhor e a morte de Lázaro

Em sua homilia, o Cardeal Gambetti ressaltou o profundo contraste entre a vida que Nosso Senhor Jesus Cristo trouxe e a morte de Lázaro. A promessa de Jesus anuncia a “vitória definitiva sobre os exílios aos quais estamos condenados: os abandonos, as escravidões, as enfermidades, as difamações, as ofensas, as perseguições, a morte”.

Vaticano Veu de Veronica e exposto na Basilica de Sao Pedro 2

Citando São Francisco, o purpurado explica que a morte evocada no Véu de Verônica pode se tornar irmã, “quando abre as portas para o encontro com Jesus Cristo, como aconteceu com Lázaro. O morrer físico, mas também a nossa caducidade, sobretudo aquela do coração, mortifica a vida. A morte da alma pode tornar-se irmã quando rezamos profundamente”.

O homem foi feito para a vida

Ele explica ainda que a chave para a transformação que leva da morte à nova vida é o amor. “O Evangelho de hoje recorda que Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro. O amor é o que o leva a atravessar com seus amigos a dor da perda”. Desse amor nasce a compaixão de Cristo, da qual surge a necessidade de proximidade.

O choro de Jesus diante do túmulo de Lázaro é o sinal da compaixão divina porque “o homem não foi feito para a morte, não foi feito para o isolamento nem para prazeres egoístas, não foi feito para estar acorrentado ou triste. O homem foi feito para a vida, para compartilhar dons com os outros, para viver em relação, para ser livre e alegre”, continua Gambetti.

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Experimentar a alegria da ressurreição

“Que a mulher que enxugou o rosto de Jesus com o véu que veneramos nos ensine os sentimentos com que devemos seguir Jesus. E Maria, que trouxe em si o germe da vida mesmo enquanto seu Filho morria e uma espada lhe trespassava a alma, nos acompanhe até o pé da Cruz para experimentarmos com ela, entre lágrimas, a alegria da ressurreição em toda situação, em todo momento e em todo tempo”, concluiu o Cardeal. (EPC)

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