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Exposição em Paris recorda os dezenove mártires da Argélia

Estes religiosos são considerados um exemplo da busca por Deus entre o povo argelino, demonstrando solidariedade com a população durante os anos sombrios da Década Negra.

Exposicao em Paris recorda os dezenove martires da Argelia

Paris – França (16/03/2026 13:16, Gaudium Press) A Editora Vaticana e a Fundação Oasis estão promovendo uma exposição, no Collège des Bernardins, em Paris (França), intitulada: ‘Chamados Duas Vezes: Os Mártires da Argélia’. Nesta mostra, organizada em vinte painéis e dois vídeos, é recordada a história dos dezenove religiosos e religiosas que, entre os anos de 1994 e 1996, foram mortos durante a guerra civil neste país localizado no norte da África.

Estes dezenove religiosos, que foram cruelmente martirizados, são considerados um exemplo da busca por Deus entre o povo argelino, demonstrando solidariedade com a população durante os anos sombrios da Década Negra, como é recordada a guerra civil argelina, que vitimou mais de 150 mil pessoas no país norte-africano, incluindo uma centena de imãs, intelectuais e jornalistas que se opuseram à violência.

Exposicao em Paris recorda os dezenove martires da Argelia 2

Estar perto das pessoas que nos são dadas como companheiras

Durante este mês de março também será celebrado o 30º aniversário do sequestro dos sete monges trapistas franceses do mosteiro de Notre Dame de l’Atlas, ocorrido na noite entre 26 e 27 de março de 1996. Semanas depois, esses religiosos foram assassinados. Para recordar este momento histórico, nos próximos dias a exposição também será exibida em Lourdes durante a Assembleia Geral dos Bispos Franceses, antes de seguir para Oxford, Gênova e Turim.

Refletindo sobre a importância da mostra para a preservação da memória dos 19 mártires, o Cardeal Jean-Marc Aveline, Arcebispo de Paris e presidente da Conferência Episcopal Francesa, afirmou que esta exposição “mostra que na pequena Igreja da Argélia a fidelidade a Cristo significa estar perto das pessoas que nos são dadas como companheiras na jornada diária. Esses religiosos e religiosas chegaram ao ponto de dar a própria vida”.

Exposicao em Paris recorda os dezenove martires da Argelia 1

Transmissão da mensagem dos monges de Tibhirine

A inauguração contou com as ilustres presenças do Arcebispo de Paris, Dom Laurent Ulrich; do presidente do IOR (Banco do Vaticano), Jean-Baptiste de Franssu, do Collège des Bernardins; do Observador da Santa Sé junto à UNESCO, Padre Roberto Campisi; do Bispo Emérito de Laghouat-Ghardaïa, Dom Claude Rault; e de Martino Borrello, presidente do Forum Paris.

Também estiveram presentes alguns familiares ligados aos 19 mártires. O sobrinho do Frei Christian, prior do mosteiro de Tibhirine, Bruno de Chergé, afirmou que “esses religiosos trapistas deveriam permanecer ocultos e praticamente desconhecidos do mundo. No entanto, suas mortes trágicas revelaram sua existência para o mundo inteiro. Esta exposição transmite ao mundo a mensagem dos monges de Tibhirine”. (EPC)

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