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No Ângelus, Leão XIV incentiva disponibilidade e delicadeza no trato com o próximo

Em seu comentário sobre o Evangelho, durante o Ângelus deste terceiro domingo da Quaresma, Leão XIV convidou os fiéis a serem como Jesus com a samaritana: abertos, disponíveis e prontos a ouvir.

Foto: Vatican news/ Vatican Media

Foto: Vatican news/ Vatican Media

Redação (08/03/2026 16:53, Gaudium Press) Leão XIV, dirigindo-se a milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, sob as janelas do Palácio Apostólico, para a oração do Ângelus neste domingo, 8 de março, recordou que as passagens do Evangelho sobre o diálogo de Jesus com a samaritana, a cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro têm sido, desde s primeiros séculos da história da Igreja, elementos importantes que “iluminam o caminho de quem, na Páscoa, receberá o Batismo e dará início a uma nova vida”. Contudo, constituem também auxílio para toda a comunidade para “tornar-se cristão” ou “a sê-lo com mais autenticidade e alegria”.

Neste terceiro domingo da Quaresma, o Evangelho narra o encontro entre a samaritana e Jesus, que mostra que “Jesus é de fato a resposta de Deus à nossa sede”, explicou o Papa. Muitas pessoas ainda hoje buscam “essa fonte espiritual”; assim como Etty Hillesum – a jovem judia que morreu deportada durante a Segunda Guerra Mundial – que escreveu em seu diário que às vezes essa fonte “está coberta por pedras e areia: Deus está, então, sepultado” e que, portanto, era necessário “desenterrá-lo”. “Não há melhor maneira de usar nossa energia do que dedicá-la a libertar nossos corações”, declarou o Papa, acrescentando: “estamos entrando na terceira semana [da Quaresma] e agora podemos intensificar o caminho!”

Dar atenção aos outros

Este encontro com a samaritana é uma oportunidade para Jesus mostrar a seus discípulos que eles devem estar vigilantes, como Ele ilustra ao falar da colheita que se aproxima, e “quase nada se vê nos campos”. “Onde não vemos nada, a Graça já está agindo, e os frutos estão prontos para serem colhidos”, explicou Leão XIV. Jesus está “atento”, e é por isso que, em vez de ignorar a samaritana, como ditavam os costumes de sua época, ele “fala com ela, escuta-a, dá-lhe atenção, sem segundas intenções e sem desprezo”.

Hoje, “quantas pessoas buscam essa mesma delicadeza, essa disponibilidade” na Igreja! E como é belo perder a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são”, observou Leão.

A samaritana, a quem Jesus dedicou o seu tempo, tornou-se “a primeira de muitas de evangelizadoras”, e “de sua aldeia de pessoas desprezadas e rejeitadas, muitos, graças ao seu testemunho, vão ao encontro de Jesus, e neles também brota a fé como água pura”.

Por fim, o Papa convidou os fiéis a pedir à Virgem Maria para poder “servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade sedenta de verdade e justiça. Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e os “outros”: os adoradores que Deus procura são homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade”.

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