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“Celibato é conceito flexível”, diz pároco que passeia com uma mulher

O escândalo vai além das palavras; o pároco da Catedral de Viena é frequentemente visto com sua “parceira”.  

Padre Faber – Foto: Wikidata

Padre Faber – Foto: Wikidata

Redação (05/03/2026 09:40, Gaudium Press) O problema não se resume apenas às declarações polêmicas. O que mais choca é a frequência com que o sacerdote Toni Faber aparece em eventos sociais de Viena ao lado de sua “parceira” — termo que o mundo moderno insiste em popularizar para relativizar o conceito de casamento como vínculo estável. Mas, claro, as próprias palavras dele não ajudam a acalmar os ânimos.

Trata-se do Pe. Toni Faber, pároco da Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom), em Viena. Ele já é famoso em seu país não exatamente por incentivar a oração do rosário ou uma vida espiritual intensa, mas por estar envolvido em um escândalo.

Há tempos, o sacerdote é visto regularmente com uma mulher loira, Natalie Nemec, em eventos e ocasiões oficiais. Isso gerou perguntas diretas: ela é ou não é sua “parceira”? Segundo reportagens recentes, inclusive do site Kath.net e entrevistas na mídia austríaca, Faber respondeu de forma evasiva: “Eu não considero nenhuma mulher como minha companheira, mas fico muito feliz em ter Natalie ao meu lado em eventos oficiais. Como uma boa amiga, ela sabe que pode sempre contar comigo, e ela comigo”. Em resumo: sim, mas não; não, mas sim; talvez, quem sabe. Longe, muito longe da linguagem evangélica: “seja o vosso falar: sim, sim; não, não” (Mt 5, 37).

Essa ambiguidade abre espaço para manchetes sensacionalistas: “a namorada do padre Faber”, “a companheira permanente do pároco da catedral”. O sacerdote não está apenas “roçando” os mares do escândalo — ele mergulhou de cabeça nele.

Cada vez mais, fiéis cobram respostas claras das autoridades eclesiásticas; nada de respostas turvas como a lama de pântano. Eles querem clareza cristalina.

E não para por aí. O próprio Faber já declarou a jornalistas — como é comum no ser humano racionalizar a forma como vive — que o celibato é algo “superado”, um “conceito elástico”, um “termo que pode ser esticado”. Provavelmente, ele pensa o mesmo sobre o cânon 277 do Código de Direito Canônico, que exige dos clérigos “a observância da continência perfeita e perpétua pelo Reino dos Céus”. Pois é…

Felizmente, há fiéis que não aceitam tratar isso como folclore ou piada. Eles já encaminharam reclamações formais ao arcebispado, exercendo seu legítimo direito de exigir posicionamento.

Agora, o novo arcebispo, Dom Grünwid, herda essa “bomba-relógio”, deixada pelo Cardeal Schönborn. Desta vez, porém, muitos fiéis não parecem dispostos a aceitar rodeios ou meias-palavras. Porque, no fim das contas, ou se é, ou não se é. Não existe meio-termo quando se trata de votos sacerdotais e fidelidade à Igreja (CCM).

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