Deixar de rezar: trair a Deus
Assim como um rei, diz São Boaventura, julgaria traidor o capitão que não lhe pedisse socorro, assim Deus considera traidor aquele que a Ele não recorre pedindo auxílio.
Redação (28/02/2026 09:40, Gaudium Press) Deus sabe quão salutar é para nós a necessidade de orar. Por isso, permite que sejamos assaltados pelos inimigos, para pedirmos o auxílio que nos oferece e promete. Mas quanto lhe é agradável quando o invocamos nos perigos, tanto lhe desagrada o ver-nos descuidados da oração.
Assim como um rei, diz São Boaventura, julgaria traidor o capitão, que sitiado em uma praça não lhe pedisse socorro, assim Deus considera traidor aquele que, vendo-se assaltado pelas tentações, a Ele não recorre pedindo auxílio. Pois deseja e espera que lhe peçamos para socorrer fartamente. Uma prova disso encontramos nas Sagradas Escrituras, nas censuras, que o profeta Isaías fez ao rei Acaz. O profeta convidou-o em nome de Deus a pedir um sinal, a fim de certificar-se do socorro que o Senhor desejava dar-lhe: “Pede algum sinal do Senhor para ti” (Is 7,11). O ímpio rei respondeu: “Não o pedirei nem tentarei a Deus”. Assim disse porque confiava em suas forças para vencer o inimigo, sem auxílio divino. Mas o profeta repreendeu: “Ouvi, pois, casa de Davi! Porventura não vos basta ser molestos aos homens, quereis também molestar Deus?” Dizendo com isso que se torna molesto e injurioso a Deus, quem deixa de lhe pedir graças que o Senhor oferece.
Extraído de: SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. A Oração. São Paulo: Editora Santuário, 2024, p. 45-46.






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