Vaticano: Basílica de São Pedro ganha nova Via-Sacra
A obra, assinada pelo jovem artista suíço Manuel Andreas Dürr, foi selecionada através de um concurso internacional que contou com mais de mil candidaturas.
Cidade do Vaticano (20/02/2026 10:37, Gaudium Press) A Basílica de São Pedro, no Vaticano, inaugurará nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, às 15h (horário local da Itália), uma nova Via-Sacra. A obra, assinada pelo jovem artista suíço Manuel Andreas Dürr, foi selecionada através de um concurso internacional promovido em dezembro de 2023. O edital contou com mais de mil candidaturas provenientes de oitenta países dos cinco continentes.
Equilíbrio compositivo e força expressiva
Na primeira fase, a comissão composta por historiadores da arte, liturgistas e representantes das instituições vaticanas, selecionou quatorze artistas para apresentarem dois esboços, entre eles o obrigatório dedicado à décima segunda estação – Jesus morre na cruz. Após uma cuidadosa avaliação, a proposta de Dürr foi escolhida por unanimidade pelo equilíbrio compositivo e pela força expressiva com que interpreta o mistério pascal.
Promovida pela Fábrica de São Pedro, a inauguração acontece no âmbito das iniciativas promovidas para o IV Centenário da Dedicação da Basílica Vaticana (1626–2026). As quatorze estações, emolduradas pelas oficinas da Fábrica, serão expostas ao longo da nave central e ao redor do Altar da Confissão durante todo o período quaresmal, a serviço da oração dos fiéis e dos visitantes.
Renovação do diálogo entre arte e liturgia
Após uma breve cerimônia de inauguração, será realizado o rito da Via-Sacra no interior da Basílica de São Pedro. Através desta celebração os participantes serão conduzidos ao longo das quatorze estações, em um itinerário de meditação sobre a Paixão do Senhor, com leituras, orações e momentos de silêncio, no coração do espaço litúrgico que guarda a memória de São Pedro Apóstolo.
Com esta nova Via-Sacra, a Basílica de São Pedro renova o diálogo entre arte e liturgia, oferecendo à comunidade eclesial e aos peregrinos um sinal visível de como a beleza continua a ser um caminho privilegiado para contemplar o mistério da Cruz. (EPC)






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