“Catequistas devem ser agentes de esperança, e não meros professores”, afirma Arcebispo filipino
Dom Gilbert Garcera ressaltou que “a catequese deve oferecer não apenas instrução, mas encontro; não apenas ensino, mas cura e esperança”.
Manila – Filipinas (13/02/2026 10:26, Gaudium Press) O presidente da Conferência Episcopal Católica das Filipinas, Dom Gilbert Garcera, Arcebispo de Lipa, presidiu a Santa Missa de abertura do Encontro de Líderes Catequéticos das Conferências Episcopais da Ásia, realizada na Universidade De La Salle, localizada na cidade de Manila.
A eucaristia foi concelebrada pelo Cardeal José Advincula, Arcebispo de Manila, juntamente com outros Bispos, incluindo Dom Daniel Presto de San Fernando de la Union, presidente da Comissão Episcopal de Evangelização e Catequese da Conferência Episcopal dos Bispos Católicos das Filipinas.
A Igreja é chamada a nutrir a Fé, curar feridas e sustentar a esperança
Em sua homilia, Dom Garcera exortou aos catequistas da Ásia a irem além do ensino em sala de aula e se tornarem agentes de consolo e esperança para as comunidades afetadas pela pobreza, conflitos e marginalização. Além disso, ele também afirmou que os catequistas devem responder às realidades das diversas sociedades asiáticas. “A catequese deve oferecer não apenas instrução, mas encontro; não apenas ensino, mas cura e esperança”, ressaltou.
Em seguida, citou o papel da Igreja como mãe chamada a “nutrir a Fé, curar feridas e sustentar a esperança”. Ele enfatizou ainda que grande parte do trabalho catequético acontece discretamente em salas de aula com poucos recursos, paróquias remotas e famílias em dificuldades, mas que cada ato de fidelidade é reconhecido por Deus. “Nenhum ato de fidelidade jamais é esquecido por Deus”, assegurou.
Nossa Senhora nas bodas de Caná: modelo para os catequistas
Ele destacou Nossa Senhora nas bodas de Caná como um modelo de catequista que percebe as necessidades e conduz outros a Cristo. “Maria não substitui Cristo; ela conduz a Ele. Ela não oferece sua própria solução; ela confia na hora dEle”, destacou. E comparou os catequistas aos servos de Caná, cuja obediência cotidiana permitiu que “o ordinário se tornasse extraordinário”. Seu trabalho, segundo ele, muitas vezes permanece invisível, transformando comunidades quando fundamentado na Fé e na confiança.
O foco deste encontro foi a implementação das diretrizes do Vaticano que reconhecem formalmente os catequistas como um ministério estável e incentivam a comunhão entre as igrejas asiáticas em meio à migração e às mudanças sociais. “Caros catequistas da Ásia, esta é a sua missão: não simplesmente explicar a Fé, não apenas preservar a tradição, mas ajudar as pessoas a provar o vinho novo de Cristo — uma Fé viva, alegre e transformadora”, concluiu. (EPC)








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