Santuários Católicos devem ser ‘faróis de esperança’, afirma Bispo filipino
Dom Sócrates Mesiona ressaltou que os Santuários Católicos devem ser refúgios acolhedores para pessoas sobrecarregadas por estresse, luto e problemas de saúde mental.
Filipinas – Bulacan (12/02/2026 12:38, Gaudium Press) Entre os dias 4 a 6 de fevereiro, a Diocese de Malolos, organizou a 29ª Assembleia Nacional da Associação de Santuários e Peregrinações Católicas das Filipinas, que reuniu reitores e funcionários de Santuários de diferentes Dioceses de todo o país.
Os Santuários Católicos devem ser refúgios acolhedores
Dom Sócrates Mesiona, presidente da Comissão para o Cuidado Pastoral de Migrantes e Itinerantes da Conferência Episcopal das Filipinas, presidiu uma Santa Missa, para os participantes do evento, no Santuário Diocesano e Paróquia de São Miguel Arcanjo em São Miguel, Bulacan.
Em sua homilia, o prelado afirmou que os Santuários Católicos devem ser refúgios acolhedores para pessoas sobrecarregadas por estresse, luto e problemas de saúde mental. Eles devem servir como “faróis de esperança, oásis de cura” para pessoas que enfrentam ansiedade, depressão e dificuldades diárias, ao invés de monumentos religiosos distantes.
A piedade popular é o tesouro do ‘povo de Deus’
O Bispo exortou os responsáveis pelos Santuários a irem além da preservação de estruturas e rituais, enfatizando que a hospitalidade, o acolhimento e a conexão pessoal são essenciais para guiar os fiéis rumo ao conforto espiritual. “Os santuários não são apenas catedrais frias de mármore, mas lares repletos de calor”, destacou, enfatizando que os encontros autênticos com a Fé começam quando os visitantes se sentem acolhidos e seguros.
Destacando a importância da piedade popular, Dom Sócrates observou que as práticas devocionais filipinas oferecem tanto alimento espiritual quanto resiliência emocional em meio às pressões da vida. Ele acrescentou ainda que tais expressões de Fé fortalecem os laços comunitários e ajudam os indivíduos a lidar com desafios mentais e emocionais. “A piedade popular é o tesouro do ‘povo de Deus’”, assegurou.
Os Santuários devem funcionar como “Hospitais de Esperança”
O prelado incentivou ainda os líderes dos Santuários a garantirem que os gestos devocionais conduzam a encontros mais profundos com Cristo, transformando simples atos de reverência em experiências significativas de conversão e esperança. Ele frisou a necessidade de oferecer apoio aos cidadãos comuns, migrantes e trabalhadores, descrevendo os Santuários como ‘salas VIP’ onde a dignidade, a alegria e a cura podem ser restauradas para os vulneráveis.
Em um país que enfrenta crescentes problemas de saúde mental, o Bispo afirmou que os Santuários devem funcionar como “Hospitais de Esperança”, oferecendo não apenas oração, mas também compaixão, solidariedade e renovação espiritual. “Façam de nossos Santuários destinos de esperança”, exortou, conclamando os líderes religiosos a acolherem cada alma cansada com paciência, fé e fraternidade. (EPC)






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