Veneza: um novo órgão de tubos para a Basílica de São Marcos
O objetivo dessa iniciativa, de grande importância cultural, musical e litúrgica, é a de proporcionar aos fiéis um som que valorize o patrimônio musical de São Marcos.
Veneza – Itália (11/02/2026 10:24, Gaudium Press) A Basílica de São Marcos, em Veneza, terá um novo órgão que será inaugurado até o final do ano de 2028, quando se celebrará o aniversário da chegada dos restos mortais do evangelista. O anúncio foi feito pelo primeiro Procurador de São Marcos, Bruno Barel, na presença do Patriarca de Veneza, Dom Francesco Moraglia, autoridades municipais e as empresas contratadas para realizar a obra.
Música Sacra: patrimônio da Basílica de São Marcos
“Este é um projeto de grande importância cultural, musical e litúrgica, concebido com respeito pela história secular da Basílica e suas necessidades litúrgicas únicas e complexas. O projeto também marca um momento de excepcional importância no cenário musical e artístico italiano e internacional”, afirmou Barel, na abertura do encontro, realizado no auditório de Sant’Apollonia.
O primeiro procurador também afirmou que “a música sacra é patrimônio de São Marcos há séculos, e a Procuradoria pretende consolidar essa tradição para o futuro. Um novo órgão é uma ponte entre o passado e o futuro, é a voz da Basílica e uma mensagem de Fé Cristã”. Já o Maestro Mason, responsável pelo projeto sonoro, destacou que o objetivo dessa iniciativa é a de “proporcionar e devolver aos fiéis e à Basílica um som que valorize o patrimônio musical de São Marcos e o projete para uma nova era. Um instrumento de evangelização, beleza e engajamento espiritual”.
Novo órgão será dividido em quatro seções
O projeto envolve dois instrumentos: o novo órgão e o órgão Callido de 1766, reconstruído utilizando partes do remanescente. A proposta é que ele atenda múltiplas necessidades, tais como: acompanhamento musical digno da liturgia; a possibilidade de retomar a execução do grande repertório de São Marcos com dois instrumentos; e a provisão de uma nova estrutura para o futuro, capaz de reproduzir o repertório típico de uma catedral.
A construção do novo órgão será dividida em quatro seções: o órgão principal no coro ‘Cornu Evangelii’, no presbitério; uma seção solo no coro ‘Cornu Epistolae’; e duas seções localizadas nos dois braços do transepto, maximizando a experiência acústica deste espaço extraordinário sob as abóbadas e entre as paredes adornadas com mosaicos. Isso garantirá uma espacialização sonora refinada, com registros dotados de diferentes timbres e dinâmicas em cada canto e em diálogo entre as diferentes seções do órgão.
Órgão de tubos: o rei dos instrumentos musicais para a música litúrgica
“Para nós, a Basílica é, acima de tudo, o lugar onde a comunidade cristã se reúne e realiza seu ato mais sublime, o de louvar a Deus. O canto sempre fez parte da comunicação humana e, na comunidade cristã, o canto sacro é o canto litúrgico. O órgão de tubos, nesse sentido, deve ser reverenciado como o rei dos instrumentos musicais para a música litúrgica”, declarou o Patriarca de Veneza.
Dom Moraglia acrescentou que “a Basílica, conhecida mundialmente como um lugar de arte por seus mosaicos e tesouros preciosos, é, sobretudo, o lugar onde a comunidade cristã se reúne e reza. Portanto, a música sacra tem o propósito, para os cristãos e a comunidade cristã, de glorificar a Deus, e a música é tanto mais sagrada quanto mais intimamente une e expressa o mistério contido na liturgia”. (EPC)






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