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Milhares de hondurenhos celebraram a festa de sua padroeira, a Virgem de Suyapa

A celebração contou com a presença do Presidente de Honduras, do Presidente do Congresso Nacional e da Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

 Foto: Presidência de Honduras

Foto: Presidência de Honduras

Redação (06/02/2026 10:08, Gaudium Press) Cheios de fé, esperança e devoção, milhares de fiéis lotaram a emblemática celebração dos 279 anos da descoberta da Virgem de Suyapa, padroeira de Honduras, na Basílica que leva seu nome, em Tegucigalpa. Foi um ato de obediência espiritual, gratidão sincera e súplicas fervorosas.

A madrugada do 3 de fevereiro se encheu de espiritualidade com a majestosa alvorada. A interpretação coletiva da canção “Virgem de Suyapa”, apresentada pelas Forças Armadas de Honduras, tocou profundamente os corações dos presentes.

Dom José Vicente Nácher, arcebispo de Tegucigalpa, presidiu a celebração da alvorada, acompanhado pelo Pe. Carlo Magno Núñez e por sacerdotes de diversas paróquias.

Compareceram à celebração autoridades dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, encabeçadas pelo presidente de Honduras, Nasry Asfura, pelo presidente do Congresso Nacional, Tomás Zambrano, e pela presidente da Corte Suprema de Justiça, Rebeca Raquel Obando.

Nesse contexto, o arcebispo aproveitou o simbolismo da data para enviar uma mensagem firme e direta à classe política do país, lembrando que a verdadeira devoção não pode ser separada da conduta ética.

“Lembremos que ninguém tem autorização para roubar, e isso não são palavras ao vento: é uma exigência cristã”, enfatizou, referindo-se à responsabilidade moral de quem ocupa cargos públicos. Ele acrescentou que os hondurenhos são chamados a ser um povo gerador de respeito e unidade.

A programação incluiu procissões, vigílias e a tradicional novena na noite de 2 de fevereiro, que preparou espiritualmente os fiéis para o grande dia.

Peregrinação e testemunhos de fé

Desde a véspera, paróquias de todo o país realizaram atividades em honra à Padroeira de Honduras. A Pastoral Juvenil de Suyapa foi em peregrinação à “Morenita”, desde a antiga ermida até a basílica, rezando o Santo Rosário em um gesto repleto de amor e devoção.

“Venho agradecer à Virgem porque Ela me devolveu a vida depois de uma operação. O que me restava eram meus filhos e a fé que eu tinha Nela”, contou Rosa Osorto, fiel do departamento de Lempira, que há mais de 50 anos visita a Basílica de Suyapa.

Foto: Fundación Suyapa/ Facebook

Foto: Fundación Suyapa/ Facebook

Reconhecimento nacional e história da imagem

O governo concedeu ponto facultativo aos funcionários públicos a partir do meio-dia, embora muitos hondurenhos expressem o desejo de que a data seja reconhecida como feriado nacional integral, dada sua importância espiritual, cultural e histórica para o país.

A tradição remonta à madrugada de 3 de fevereiro de 1747, quando o lavrador Alejandro Colindres e um menino chamado Lorenzo Martínez, de cerca de 12 anos, trabalhavam na colheita de milho na montanha de El Piligüín, perto da aldeia de Suyapa, a aproximadamente 7-8 km de Tegucigalpa, a capital de Honduras. Ao anoitecer, cansados, decidiram pernoitar ao ar livre perto de um barranco rochoso para retomar a caminhada no dia seguinte. Alejandro deitou-se no chão e sentiu um objeto duro sob o corpo — pensou ser uma pedra incômoda e jogou-a para longe. Ao deitar-se novamente, sentiu o mesmo objeto no mesmo lugar. Intrigado, repetiu o gesto algumas vezes, mas o objeto sempre retornava. Assustado, guardou-o em sua bolsa. Na manhã seguinte, ao examinar o objeto à luz do dia, descobriu que não era uma pedra, mas uma pequena imagem esculpida em madeira de cedro, representando a Virgem Maria na forma da Imaculada Conceição. A estatueta mede cerca de 6,5 cm de altura, tem a pele morena (daí o apelido carinhoso de “Morenita”) e as mãos juntas sobre o peito em atitude de oração.

Em 1780, foi construída uma ermida em sua honra, e, em 1925, o Papa Pio XI a declarou oficialmente Padroeira de Honduras.

Hoje, 279 anos depois, a Virgem de Suyapa continua sendo um farol de fé para uma nação que, em meio às dificuldades, encontra Nela refúgio, esperança e a certeza de que Honduras não caminha sozinha, pois tem uma Mãe que a cobre com seu manto.

Com informações Hondumedios.hn e El Heraldo.hn.

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