Os Consagrados devem testemunhar a presença de Deus na história, afirma Leão XIV
O Papa presidiu uma Santa Missa na Basílica de São Pedro por ocasião do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada.
Cidade do Vaticano (02/02/2026 15:20, Gaudium Press) Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, o Papa Leão XIV presidiu uma Santa Missa na Basílica de São Pedro pelo 30° Dia Mundial da Vida Consagrada. Em sua homilia, o Santo Padre ressaltou que “no Templo, Jesus é reconhecido e anunciado como o Messias por Simeão e Ana”.
Mensageiros que anunciam a presença do Senhor e preparam seu caminho
Neste casal de anciãos “a expectativa do povo de Israel é representada no seu auge, como o ponto culminante de uma longa história de salvação, que se desenrola desde o jardim do Éden até aos pátios do Templo; uma história marcada por luzes e sombras, quedas e ressurgimentos, mas sempre percorrida por um único desejo vital: restabelecer a plena comunhão da criatura com o seu Criador”, afirmou.
Leão XIV reconhece nesse episódio um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo. Citando seu antecessor, Papa Francisco, o atual pontífice manifestou seu desejo de que os religiosos despertem o mundo, “‘porque a nota característica da vida consagrada é a profecia’. Queridos irmãos e irmãs, a Igreja pede-vos para serdes profetas: mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho”.
Testemunhar que Deus está presente na história como salvação para todos os povos
Também recordou dos fundadores e fundadoras dos institutos que, “com a força da graça, lançaram-se em iniciativas arriscadas, tornando-se presença orante em ambientes hostis e indiferentes, mão generosa e ombro amigo em contextos de degradação e abandono, testemunho de paz e reconciliação no meio de cenários de guerra e ódio, prontos também a sofrer as consequências de uma ação contracorrente que os tornou em Cristo ‘sinal de contradição’, às vezes até ao martírio”.
O Papa destacou que nos dias de hoje, através da profissão dos conselhos evangélicos e dos múltiplos serviços de caridade oferecidos pelos religiosos à sociedade, eles são “chamados a testemunhar que Deus está presente na história como salvação para todos os povos. Sois chamados a testemunhar que, antes de tudo, o jovem, o idoso, o pobre, o doente, o prisioneiro têm o próprio lugar sagrado ao seu Altar e no seu Coração e, ao mesmo tempo, que cada um deles é um santuário inviolável da sua presença, diante do qual se deve ajoelhar para o encontrar, adorar e glorificar”.
Ser fermento de paz e sinal de esperança
“Prova disso são os numerosos ‘baluartes do Evangelho’ que muitas das vossas comunidades conservam nos contextos mais variados e desafiantes, mesmo no meio de conflitos. Não vão embora; nem fogem; mas permanecem, despojadas de tudo, para ser um apelo, mais eloquente do que mil palavras, à sacralidade inviolável da vida na sua mais pura essência – mesmo onde retumbam as armas e onde parece prevalecer a prepotência, o interesse e a violência”, frisou.
Segundo Leão XIV, “a vida religiosa, com o seu sereno desapego de tudo o que passa, ensina a indissociabilidade entre o cuidado mais autêntico pelas realidades terrenas e a esperança amorosa daquelas eternas, escolhidas já nesta vida como fim último e exclusivo, capaz de iluminar todo o resto”. O pontífice concluiu sua homilia agradecendo aos consagrados e consagradas por sua presença na Igreja e os encorajando a ser, “onde quer que a Providência os envie, fermento de paz e sinal de esperança”. (EPC)










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