Leão XIV no Ângelus: a graça nos sustenta principalmente na hora da aflição
No primeiro Ângelus do mês de fevereiro, Leão XIV exortou os 22 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro a meditar sobre as Bem-aventuranças (Mt 5, 1-12), que lembram que “Jesus transforma a amargura das provações na alegria dos redimidos”.

Foto: Vatican Media
Redação (01/02/2026 11:52, Gaudium Press) O Papa baseou sua meditação dominical de 1º de fevereiro em um trecho do Evangelho das Bem-aventuranças segundo São Mateus (Mt 5, 1-12). “Estas”, explicou o Santo Padre, “são, de fato, luzes que o Senhor acende na penumbra da História, revelando o projeto de salvação que o Pai realiza por meio do Filho, com o poder do Espírito Santo”.
Citando passagens das Bem-aventuranças, Leão XIV enumerou as razões pelas quais Deus consegue tornar “felizes” os que são deixados de lado pela sociedade: “Só Deus pode verdadeiramente chamar de bem-aventurados os pobres e os aflitos, porque Ele é o bem supremo que se doa a todos com amor infinito. Só Deus pode saciar aqueles que buscam paz e justiça, porque Ele é o justo juiz do mundo, autor da paz eterna. Só em Deus os mansos, os misericordiosos e os puros de coração encontram alegria, porque Ele é a realização da sua expectativa. Na perseguição, Deus é fonte de redenção; na mentira, é âncora da verdade. Por isso, Jesus proclama: ‘Exultai e alegrai-vos’”.
“Estas Bem-aventuranças permanecem um paradoxo apenas para aqueles que acreditam que Deus é diferente do modo como Cristo o revela”, continuou o Papa. De fato, “aqueles que estão acostumados a pensar que a felicidade pertence aos ricos podem acreditar que Jesus é uma ilusão”. Mas, enfatizou Leão XIV, “a ilusão reside precisamente na falta de fé em Cristo: Ele é o pobre que partilha a sua vida, o manso que persevera no sofrimento, o construtor da paz perseguido até à morte na cruz”.
Jesus ilumina o significado da História. “Não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos”, porque Deus dá esperança, antes de tudo, “àqueles que o mundo descarta como caso perdido”.
Assim, as Bem-aventuranças convidam os fiéis a refletirem sobre as seguintes questões: A felicidade é “uma conquista que se compra” ou “um dom que se partilha”? Encontra-se em “objetos que se consomem ou em relações que nos acompanham”? Em resposta, o Papa recorda-nos que Jesus transforma a amargura das provações na alegria dos redimidos. E conclui: “Jesus não fala de uma consolação distante, mas de uma graça constante que sempre nos sustenta, principalmente na hora da aflição”.





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