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Geração Z tem mais católicos que protestantes nos EUA

Entre os jovens da Geração Z, 21% se identificam como católicos, contra 19% como protestantes — uma inversão inédita no padrão demográfico histórico dos Estados Unidos.

Foto: Catholic Study Fellowship/Facebook

Foto: Catholic Study Fellowship/Facebook

Redação (07/01/2026 12:27, Gaudium Press) Uma mudança inédita marca o panorama religioso dos Estados Unidos: pela primeira vez, uma geração registra mais jovens católicos do que protestantes. Trata-se da Geração Z, conforme revelam dados da Cooperative Election Study (CES) de 2023, uma das mais abrangentes pesquisas eleitorais e populacionais do país.

Segundo o levantamento, 21% dos integrantes da Gen Z se declaram católicos, superando os 19% que se identificam como protestantes. Essa inversão quebra uma hegemonia protestante que vigorava há séculos na nação.

A pesquisa aponta uma queda acentuada na afiliação protestante entre os mais jovens, contrastando com a relativa estabilidade – e até um leve aumento entre 2022 e 2023 – na identificação católica. Essa assimetria é o principal motor da virada observada exclusivamente na Geração Z.

Os Estados Unidos sempre foram um país de maioria protestante, legado da colonização britânica e do protagonismo evangélico ao longo da história. O catolicismo ganhou força sobretudo no século XX, impulsionado por fluxos migratórios da Europa e, mais recentemente, da América Latina. Mesmo assim, em gerações anteriores, os protestantes mantinham clara vantagem numérica.

O fenômeno ocorre em meio a um declínio geral da religiosidade entre os jovens americanos. De acordo com o Pew Research Center, a proporção de cidadãos que se identificam como cristãos recuou de cerca de 78% em 2012 para aproximadamente 62% em pesquisas de 2023-2024. Na população total, os protestantes ainda representam cerca de 40%, contra 19% de católicos.

O que torna a Geração Z um caso à parte é que, mesmo sendo a menos religiosa, ela inverte a proporção tradicional entre católicos e protestantes – algo não verificado nem entre millennials nem entre baby boomers.

Especialistas atribuem a transformação a três fatores principais: uma secularização mais acelerada entre jovens de origem protestante, estabilidade da identidade católica e a expansão dos “nones”, grupo que reúne pessoas sem filiação religiosa.

É crucial enfatizar que essa inversão é restrita à Geração Z e não reflete, por ora, uma supremacia católica na composição religiosa geral dos Estados Unidos, onde os protestantes seguem à frente.

Esse fenômeno religioso também está ocorrendo no Reino Unido, onde um estudo recente baseado em pesquisas da YouGov encomendadas pela Sociedade Bíblica constatou que, entre os jovens de 18 a 24 anos que frequentam a igreja, apenas 20% dos fiéis se identificam como anglicanos, contra 30% em 2018, em comparação com 41% que se identificam como católicos e 18% como pentecostais.

Este aumento da religiosidade entre os jovens adultos é observado também na França, onde no ano passado houve uma “explosão” do número de catecúmenos batizados na Semana Santa, segundo expressão usada pelo bispo de Arrás, Mons. Olivier Leborgne.

Com informações businessbrazil.usa

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